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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vírus contra Vírus

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

Para vencer o inimigo, aja como ele. É com essa idéia que pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) estão usando uma versão geneticamente modificada de HIV que atua como um míssil teleguiado antiaids programado para destruir seus pares. Por segurança, fizeram o teste em 5 portadores de HIV que não respondiam ao tratamento com os coquetéis antiaids de hoje. O HIV injetado nos pacientes recebeu genes que inibem a replicação do vírus. Durante os 9 meses de testes, só um dos infectados teve a carga viral reduzida significativamente. Nos outros, ou a quantidade de vírus diminuiu pouco ou continuou igual estava antes. Mesmo assim os pesquisadores comemoram. “O principal objetivo era comprovar que o tratamento é seguro. E isso foi demonstrado”, diz o patologista Carl D. June, um dos líderes da pesquisa. Agora os testes vão entrar em uma nova fase. O coquetel ainda é a forma mais eficiente de controlar a proliferação do vírus. Em compensação, as toxinas dele são tão prejudiciais que muitos infectados têm de suspender o tratamento para não debilitarem ainda mais seu sistemas imunológico. Por isso, os pesquisadores estão recrutando para o próximo teste um grupo de pacientes cuja carga viral esteja relativamente controlada. Se o tratamento for bem-sucedido, a expectativa é que ele sirva como uma alternativa mais saudável e eficiente para o controle do vírus. “Ainda temos um bocado de trabalho a fazer”, diz o pesquisador Bruce Levine, também da Universidade da Pensilvânia. E eles têm mesmo: os cientistas devem continuar acompanhando esses pacientes pelos próximos 15 anos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bactéria resistente dissemina-se entre gays, diz estudo dos EUA

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

Por Amanda Beck
SAN FRANCISCO, EUA (Reuters) - Um tipo resistente e mortal de bactéria conseguiu ultrapassar as fronteiras dos hospitais norte-americanos e passou a ser transmitido em relações sexuais mantidas por homens gays, afirmaram pesquisadores na segunda-feira.
Segundo os cientistas, a bactéria "Staphylococcus aureus", ou MRSA (sigla em inglês para Staphylococcus aureus resistente à meticilina), começou a aparecer fora de hospitais nas cidades de San Francisco, Boston, Nova York e Los Angeles.
Os homens gays sexualmente ativos de San Francisco correm um risco 13 vezes maior de serem contaminados do que seus pares heterossexuais, disseram os pesquisadores na revista Annals of Internal Medicine.
"Quando isso atingir a população em geral, estaremos diante de uma doença realmente impossível de ser controlada", afirmou Binh Diep, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Francisco, que comandou o estudo. "É por isso que estamos tentando divulgar a mensagem da prevenção."
Segundo análises químicas, a bactéria espalha-se entre as comunidades gays de San Francisco e de Boston.
"Acreditamos que ela esteja se disseminando por meio da atividade sexual", afirmou Diep.
Essa superbactéria pode provocar infecções mortais ou desfiguradoras. E o tratamento contra ela passa muitas vezes pela utilização de antibióticos caros administrados na veia.
Em 2005, o MRSA matou cerca de 19 mil norte-americanos, a maior parte deles em hospitais, segundo um artigo publicado em outubro na revista Journal of the American Medical Association.
Cerca de 30 por cento das pessoas são portadoras de Staphylococcus comuns. A bactéria pode ser transmitida por meio do contato entre duas pessoas ou ao depositar-se sobre superfícies e objetos.
O Staphylococcus pode provocar infecções profundas na epiderme e pode penetrar no organismo por meio de uma ferida, por exemplo.
As pessoas portadoras da bactéria costumam apresentá-la no nariz, mas o MRSA pode viver também na região do ânus e ser transmitido por meio da relação sexual.
A incidência do MRSA está aumentando junto com o ressurgimento da sífilis, da gonorréia retal e de novos casos de contaminação pelo HIV em parte por causa da eficiência dos tratamentos contra a Aids e do aumento de comportamentos de risco, tais como consumir drogas injetáveis e ter relações sexuais que provocam esfolamento da pele, escreveu a equipe de Diep.
"A probabilidade de alguém contrair qualquer uma dessas doenças cresce com o número de parceiros sexuais que se tem", afirmou Diep. "O mesmo pode ser dito a respeito do MRSA, provavelmente."
A contaminação pela bactéria costuma manifestar-se por meio de erupções vermelhas na pele. Se não forem tratadas, a áreas podem inchar e se encher de pus.
A melhor forma de evitar a contaminação é lavar as mãos e a área genital com água e sabonete, disse Diep.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Escherichia coli entero-hemorrágica O104:H4

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.


A Escherichia coli entero-hemorrágica (EHEC) é uma bactéria patogênica do ser humano capaz de causar colite hemorrágica (diarreia sanguinolenta), que às vezes se desenvolve em Síndrome Hemolítica-Urêmica  (SHU). A SHU é uma doença fatal que causa danos aos rins e é uma complicação grave da infecção pela bactéria. A EHEC também é conhecida por E. coli produtora de Shigatoxina (STEC), ou como produtora de Verocitotoxina (VTEC). Os animais podem transportar outros tipos de STEC/VTEC em seus intestinos que não são necessariamente patogênicos para os seres humanos.
O sorotipo de EHEC, O104: H4, isolado nos casos do surto da infecção por EHEC na Alemanha, são raros e já vistos em humanos anteriormente, mas nunca em um surto. Isto foi confirmado pelo Centro Colaborador de Referência e Pesquisa em Escherichia e Klebsiella, na Dinamarca. As autoridades informam que a cepa do surto é EHEC sorotipo O104: H4, ou mais precisamente uma estirpe de E. coli enteroagregativa produtora de Verocitotoxina (VTEC EAggEC) O104:H4. O número O designa o tipo de antígeno na superfície da membrana bacteriana e o número H designa o tipo de antígeno no flagelo.

Epidemiologia
A fonte da infecção ainda não foi identificada e uma intensa investigação está sendo realizada para encontrá-la. Brotos de feijão contaminados, alface, tomate e/ou pepinos são os veículos mais prováveis de infecção, mas isso ainda não está comprovado. Surtos de Escherichia coli ocorrem geralmente por alimentos.
As bactérias são transmitidas por via fecal/oral e a ingestão de alimentos contaminados é um veículo comum de infecção, muitas vezes através de produtos contaminados crus ou mal cozidos, como carne, leite e produtos frescos. Outras fontes de infecção por EHEC são água contaminada, contato com animais, com outros pacientes afetados e se o controle adequado da infecção não é praticado. O período de incubação é geralmente de 48 à 72 horas, mas pode variar de 1 a 10 dias.
Sintomas da doença incluem cólicas abdominais e diarreia, que pode ser sanguinolenta. Febre e vômitos também podem ocorrer. A maioria dos pacientes se recupera dentro de 10 dias. Em alguns casos, no entanto (particularmente em crianças pequenas e idosos, embora esses grupos não predominam no surto atual), a infecção pode levar a uma doença fatal, como a Síndrome Hemolítica-Urêmica (SHU). 
Na Alemanha, 61% dos casos EHEC e 70% dos casos de SHU são do sexo feminino (a partir de 03 de junho de 2011). O motivo é desconhecido, mas pode ser porque as mulheres adultas estão mais expostas à fonte de contaminação. É muito raro ter resultados tão graves como SHU em adultos jovens e de meia-idade, já que os grupos normais de alto risco são crianças pequenas e idosos. Alguns casos também ocorreram em crianças em idade escolar.

Prevenção

Em geral, as medidas para evitar a infecção por E. coli enterohemorrágica (EHEC) são semelhantes aos recomendados para outras doenças transmitidas por alimentos, incluindo boas práticas básicas de higiene alimentar, como descreve a Organização Mundial de Saúde para uma alimentação mais segura. O principal conselho é lavar as mãos após usar o banheiro e antes de consumir alimentos sempre com água limpa, especialmente se for consumido cru, e evitar a contaminação cruzada ao preparar alimentos.


Organização Mundial de Saúde

segunda-feira, 28 de março de 2011

Lactobacilos: você sabe o que são e para que servem?

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.



Minuscúlos aliados eles jogam a favor da saúde.

Você já deve ter ouvido falar que os leites fermentados são ricos em lactobacilos e
que eles são ótimos para sua saúde.mas, você sabe porquê? Nossa flora intestina
l é composta por um equilíbrio desses bichinhos, bons e maus. Ou seja, temos um
conjunto de mais de 400 bactérias que quando estão equilibradas não causam problemas
à saúde, caso contrário podem provocar doenças, alergias e até desnutrição. Podemos
dizer que os microorganismos considerados bons (lactobacilos ou probióticos) devem ser
maioria no intestino. Cerca de 70% em relação aos outros, que devem estar em pequenas quantidades para não causar doenças. Em torno de um quilo do nosso peso corporal é de microorganismos vivos.

Vários motivos levam à morte desses microorganismos benéficos. Só para ter alguns
exemplos: stress, doenças intestinais, alcoolismo, uso de antibióticos, envelhecimento,
etc. Por isso é importante estarmos sempre "repovoando" nosso estoque com estes microorganismos. E isso nós fazemos com a consumo de alimentos probióticos, que,
como o próprio nome já diz, são pró ( a favor), bio (vida). Ou seja, promotores da
vida.


Eles tendem a melhorar e regular todo o funcionamento da flora intestinal, além de combater as substâncias tóxicas e causadoras de câncer. Não só: fortalecem o sistema imunológico, pois estimulam a síntese de interferon gama (substância produzida por leucócitos que combatem as doenças) e também minimizam os efeitos colaterais dos antibióticos - que desequilibram o intestino. Um novo estudo em andamento da empresa japonesa Yakult aponta ainda lactobacilos vivos como coadjuvantes na redução das taxas de colesterol.
Pesquisas comprovaram que alimentos com lactobacilos são eficientes na prevenção de doenças relacionadas ao intestino. É que o leite fermentado e produtos afins estimulam o organismo na produção de células de defesa, o que auxilia na proteção contra doenças. Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, realizada pelo nutricionista Manfrede Kroger, concluiu que o número de células cancerosas de 30 pacientes que participaram do estudo não aumentou depois que eles passaram a ingerir dois copos de iogurte por dia, durante um mês. De concreto, sabe-se que quando a flora intestinal não está saudável, isso desencadeia males como diabetes, colite, fadiga e até mesmo candidíase (fungo que provoca corrimento espesso, coceira e irritação), e aparece quando o organismo está debilitado, com baixa imunidade.

Um frasco por dia de leite fermentado e o uso constante e diário de queijos frescos, iogurtes e coalhadas são suficientes para proteger o organismo contra os fatores que desequilibram a flora intestinal. Isso vai ser o bastante para o organismo ficar mais resistente às bactérias e a qualquer tipo de infecção. Mas é bom evitar o consumo exagerado desses produtos, que podem causar desconforto intestinal e até aumento do peso devido ao excesso de calorias.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Bactéria da acne pode causar infecções e câncer

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

Segundo um novo estudo, a bactéria – Propionibacterium acnes, ou P. acnes – que vive sobre a pele e contribui para a acne, geralmente considerada inofensiva, pode causar infecções após cirurgia, incluindo infecções no cérebro.
Provavelmente a bactéria também pode estimular algumas células a se tornem cancerígenas. No entanto, a evidência para a ligação com a doença é apenas emergente. Mais estudos são necessários para confirmar se ela é realmente “culpada”.
A P. acnes vive em folículos pilosos, os minúsculos poros da nossa pele a partir dos quais brotam os cabelos. Quando esses poros ficam bloqueados, as bactérias podem multiplicar-se e contribuir para a inflamação que chamamos de acne.
Agora, os pesquisadores descobriram que elas também podem causar inflamação no interior dos nossos tecidos, conduzindo a dano tecidual.
Normalmente, quando a P. acnes é encontrada em uma infecção dentro do corpo, a maioria dos médicos assume que é apenas um contaminante, ou seja, que foi transferida da pele para o interior do corpo, talvez durante um procedimento médico, mas não estava realmente causando a doença.
Recentemente, porém, os pesquisadores perceberam que existem diferentes síndromes clínicas associadas com infecções por P. acnes como um patógeno real e não apenas um contaminante.
Por exemplo, alguns estudos ligaram as bactérias à formação de abscesso cerebral após neurocirurgia. Um paciente desenvolveu um abcesso no cérebro 10 anos após ter feito a cirurgia. Biópsias do abscesso mostraram apenas um tipo de bactéria presente: P. acnes.
Embora seja difícil dizer se a P. acnes causou o abcesso, uma pista é que a condição do paciente melhorou quando ele tomou antibióticos contra a bactéria. Os pesquisadores quase não conseguiram identificá-la. Ela demora muito tempo para crescer, e os cientistas estavam prestes a jogar fora toda a cultura de laboratório quando a P. acnes finalmente apareceu.
As infecções com P. acnes podem passar desapercebidas porque depois de fazer uma biópsia, os pesquisadores podem se livrar de suas culturas antes dessas bactérias terem a chance de crescer, ou porque os pesquisadores utilizaram os meios de cultura errados.
Uma série de estudos também mostrou que a P. acnes cresce sobre dispositivos médicos implantados, incluindo quadril, joelho e cotovelo artificiais. Cerca de 750.000 dessas articulações artificiais são colocadas em doentes a cada ano nos Estados Unidos, e em cerca de 1% dos casos os pacientes desenvolvem uma infecção.
Além disso, vários estudos recentes sugerem que a bactéria pode aumentar o risco de câncer de próstata. Ela foi encontrada crescendo no interior das células da próstata, e esse crescimento pode levar a inflamação no interior das células, que por sua vez, pode estimulá-las a se tornar cancerosas.
Um estudo mostrou que as bactérias cresceram em 58 das 71 amostras de tecido de câncer de próstata, mas em nenhuma das 20 amostras de tecido saudável. Segundo os pesquisadores, a exposição ao P. acnes por longos períodos alterou a forma como as células se dividiam. No entanto, muito mais pesquisa é necessária para confirmar a ligação do organismo com o câncer.
Segundo os pesquisadores, a boa notícia é que se for confirmado que a P. acnes contribui para infecções ou até mesmo câncer, o tratamento com antibióticos pode ajudar a reduzir a gravidade desses problemas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cérebro de barata mata bactérias

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.


Cérebro da barata tem antibióticos poderosos, segundo pesquisa. Tecidos nervosos do inseto têm mais de nove moléculas diferentes que podem ser nocivas à bactérias

Sabe aquela barata nojenta em sua cozinha? O tecido cerebral e do sistema nervoso dela estão recheados de propriedades antibióticas poderosas. Pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, descobriram que o material é capaz de eliminar mais de 90% das bactérias Staphylococcus aureus, resistente à meticilina (conhecida como MRSA), e Escherichia coli, sem danificar células humanas.
A pesquisa, liderado pelo cientista Simon Lee, identificou mais de nove moléculas diferentes nos tecidos dos insetos que eram tóxicos às bactérias. Estas substâncias podem auxiliar no desenvolvimento de novos remédios e tratamentos contra infecções bacterianas resistentes a combates convencionais, também com efeitos colaterais reduzidos.
Lee disse ao site da universidade que não ficou surpreso com a descoberta. “Os insetos normalmente vivem em ambientes que não são higiênicos, onde devem encontrar muitos tipos diferentes de bactéria. É lógico que elas desenvolveram maneiras de se protegerem contra microorganismos”, afirmou.
A descoberta pode promover uma alternativa efetiva e barata no combate às bactérias poderosas, enquanto a indústria farmacêutica desenvolve cada vez menos antibióticos novos por falta de investimentos e encontra cada vez mais dificuldade para lucrar no combate de bactérias resistentes como a MRSA.
Fonte: Revista Galileu

O que Provoca um DESMAIO ?

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.