POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Para vencer o inimigo, aja como ele. É com essa idéia que pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) estão usando uma versão geneticamente modificada de HIV que atua como um míssil teleguiado antiaids programado para destruir seus pares. Por segurança, fizeram o teste em 5 portadores de HIV que não respondiam ao tratamento com os coquetéis antiaids de hoje. O HIV injetado nos pacientes recebeu genes que inibem a replicação do vírus. Durante os 9 meses de testes, só um dos infectados teve a carga viral reduzida significativamente. Nos outros, ou a quantidade de vírus diminuiu pouco ou continuou igual estava antes. Mesmo assim os pesquisadores comemoram. “O principal objetivo era comprovar que o tratamento é seguro. E isso foi demonstrado”, diz o patologista Carl D. June, um dos líderes da pesquisa. Agora os testes vão entrar em uma nova fase. O coquetel ainda é a forma mais eficiente de controlar a proliferação do vírus. Em compensação, as toxinas dele são tão prejudiciais que muitos infectados têm de suspender o tratamento para não debilitarem ainda mais seu sistemas imunológico. Por isso, os pesquisadores estão recrutando para o próximo teste um grupo de pacientes cuja carga viral esteja relativamente controlada. Se o tratamento for bem-sucedido, a expectativa é que ele sirva como uma alternativa mais saudável e eficiente para o controle do vírus. “Ainda temos um bocado de trabalho a fazer”, diz o pesquisador Bruce Levine, também da Universidade da Pensilvânia. E eles têm mesmo: os cientistas devem continuar acompanhando esses pacientes pelos próximos 15 anos.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Aplicação da Biologia Molecular na Hematologia
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
A aplicação cada vez mais abrangente de técnicas de biologia molecular em análises clínicas pode ser resumida por meio do uso de três métodos cientificamente aprovados para esse fim: PCR, FISH e Southern blotting.
No Southern blotting, o DNA é extraído de células e tratado com enzimas que rompem as ligações químicas entre determinadas bases nitrogenadas da molécula de DNA. Essas bactérias, provindas de bactérias, são conhecidas por endonucleases de restrição. Os fragmentos de DNA resultantes são separados eletroforeticamente e revelados através de géis.
A PCR possibilita a síntese de fragmentos de DNA, usando a enzima DNA-polimerase, a mesma que participa da replicação do material genético nas células. Esta enzima sintetiza uma sequência complementar de DNA, desde que um pequeno fragmento (o iniciador, ou primer, em inglês) já esteja ligado a uma das cadeias do DNA no ponto escolhido para o início da síntese. Os iniciadores definem a sequência a ser replicada e o resultado obtido é a amplificação de uma determinada sequência DNA com bilhões de cópias.
Hibridização fluorescente in situ (FISH) é um método usado para identificar partes especificas de um cromossomo. A técnica envolve a preparação de pequenas sequências fita simples de DNA, chamadas sondas, que são complementares à sequência de DNA que os pesquisadores desejam marcar e examinar. Essas sondas hibridizam, ou ligam, à fita complementar e, como elas são marcados com marcadores fluorescentes, permitem que os pesquisadores vejam a localidade daquelas sequências de DNA.
Aplicação da Biologia Molecular em Hematologia
As aplicações da tecnologia molecular em hematologia podem elucidar o conhecimento das alteações moleculares de doenças, tal como ocorre atualmente na caracterização das lesões do gene da globina beta nas talassemias do tipo beta e na identificação dos haplótipos da Hb S.
Entre as técnicas, a PCR revolucionou as tendências de aplicabilidade da biologia molecular, não somente pela sua simplicidade, mas pelo rápido diagnóstico de doenças infecciosas, na detecção de doença residual mínima em diversas malignidades hematológicas onde se conhece o defeito molecular, e notadamente na detecção de portadores e no diagnóstico pré-natal de hemofilias e anemias hereditárias.
A FISH é particulamente útil na demonstração de monossomias e ou trissomias cromossômicas, bem como nas translocações – notadamente para a identificação da leucemia mielóide crônica – e também na detecção de deleções e amplificações de genes específicos.
NAOUM, P. C. Avanços tecnológicos em hematologia laboratorial. Rev. bras. hematol. hemoter. 2001
sábado, 17 de março de 2012
Teoria da Evolução, de Darwin, não é um plágio.
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Pesquisas revelam que famosa teoria não foi copiada de Alfred Wallace.
(Fonte da imagem: HyperScience)
Charles Darwin pode não ter sido o autor da Teoria da Evolução. Nas últimas décadas, estudos realizados por pesquisadores acusavam que o naturalista teria guardado durante 15 dias o trabalho do seu colega Alfred Russel Wallace, impedindo-o de revisar o manuscrito e dando tempo à Darwin de anunciar a sua descoberta.
Contudo, pesquisas recentes realizadas pelo historiador John van Wyhe podem inocentar Darwin, apontando evidências de que independente da correspondência entre ambos, Charles pode mesmo ser considerado o pai da Teoria da Evolução.
A controvérsia surgiu porque Alfred Russel Wallace também descobriu a mesma coisa, independente do trabalho de Charles Darwin. Depois de formular sua tese, ele enviou seu trabalho para Darwin, pedindo que ele o entregasse para o geólogo Charles Lyell.
A suspeita era de que Darwin teria segurado o trabalho por 15 dias, revisando-o e, somente depois, formulando a sua teoria. Os trabalhos de ambos foram publicados no mesmo ano, mas Charles acabou ficando com os créditos. Traçando a rota da carta e levando em consideração o tempo necessário na época para sua chegada, foi descoberto que Wallace enviou duas cartas juntas, mas elas chegaram a Darwin em datas diferentes.
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/20839-teoria-da-evolucao-de-darwin-nao-e-um-plagio.htm#ixzz1pR0u8azt
(Fonte da imagem: HyperScience)
Charles Darwin pode não ter sido o autor da Teoria da Evolução. Nas últimas décadas, estudos realizados por pesquisadores acusavam que o naturalista teria guardado durante 15 dias o trabalho do seu colega Alfred Russel Wallace, impedindo-o de revisar o manuscrito e dando tempo à Darwin de anunciar a sua descoberta.
Contudo, pesquisas recentes realizadas pelo historiador John van Wyhe podem inocentar Darwin, apontando evidências de que independente da correspondência entre ambos, Charles pode mesmo ser considerado o pai da Teoria da Evolução.
A controvérsia surgiu porque Alfred Russel Wallace também descobriu a mesma coisa, independente do trabalho de Charles Darwin. Depois de formular sua tese, ele enviou seu trabalho para Darwin, pedindo que ele o entregasse para o geólogo Charles Lyell.
A suspeita era de que Darwin teria segurado o trabalho por 15 dias, revisando-o e, somente depois, formulando a sua teoria. Os trabalhos de ambos foram publicados no mesmo ano, mas Charles acabou ficando com os créditos. Traçando a rota da carta e levando em consideração o tempo necessário na época para sua chegada, foi descoberto que Wallace enviou duas cartas juntas, mas elas chegaram a Darwin em datas diferentes.
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/20839-teoria-da-evolucao-de-darwin-nao-e-um-plagio.htm#ixzz1pR0u8azt
domingo, 11 de março de 2012
Auto-hemoterapia
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do RJ.
Por.: Robersonn Jhones
domingo, 27 de novembro de 2011
Parecer Jurídico: Biólogos Biomédicos e Farmacêuticos Bioquímicos nos cursos de análises clínicas
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Trata-se de questão que está sendo discutida pelos respectivos Conselhos, de Farmácia e de Biologia, e que visa a produzir efeitos sobre a possibilidade de oferta dos cursos de especialização em análises clínicas para os profissionais formados em Biologia, apenas.
O objeto da presente discussão é, na realidade, a descoberta da vontade legal, ou seja, vislumbrar se o direito positivo brasileiro prevê e permite que os profissionais de Biologia sejam aceitos nos cursos de especialização em análises clínicas ofertados por diferentes órgãos e ou exerçam a profissão de análises clínicas.
Resta saber se a realização da especialização em análises clínicas por parte de bacharéis em biologia é permitida por lei, e se, necessariamente, o biólogo especialista em análises clínicas poderá exercer esta última profissão, ou ainda, qual seria a razão de impedir que um graduado em curso superior realizasse a continuidade de seus estudos em área afim a sua formação.
Um outro questionamento que deve ser elucidado é o que concerne à presença ou a ausência das disciplinas de análises clínicas na grade curricular do curso de biologia e se, ausentes, qual a razão de tal impedimento, afinal, presume-se que o biólogo lida cotidianamente com análises clínicas. Isto porque é alegada a impossibilidade de se abranger biólogos no curso de especialização em análises clínicas por:
“ausência de formação acadêmica ao nível de graduação e de norma legal”.
O Conselho Federal de Farmácia recomenda aos seus órgãos estaduais que adotem as medidas cabíveis, sendo estas até mesmo medidas judiciais em face de suposta:
“ilegalidade do exercício das análises clínicas pelo profissional formado em biologia (sic), por ausência de formação acadêmica e amparo legal, conforme, precedentes judiciais oriundos do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, inobstante a matéria ainda estar em trâmite e discutida na justiça federal da Seção Judiciária Federal do Estado de São Paulo”.
Em virtude das alegações do Conselho de Farmácia, procedeu-se a pesquisa também concernente no que dizia respeito às possibilidades dos farmacêuticos serem matriculados nos cursos e exercerem o ofício das análises clínicas.
A pesquisa jurídica envolve necessariamente o estudo aprofundado das leis que tratam das matérias analisadas. Procede-se, então, à busca na rede mundial de computadores das páginas que trazem as fontes de consulta legislativa, para, a partir daí, descobrir-se as leis que disciplinam o assunto pesquisado.
No presente caso, foram estudadas, dentre outros, os seguintes repositórios normativos, ou seja, as seguintes leis, decretos, resoluções e portarias:
Constituição Federal de 1988, art. 5º incisos II e XIII;
leis ordinárias federais nº – 1254/50, 6684/79, 6686/79 e 7135/83;
decretos nº – 63285/68, 66164/70, 76608/75, 81411/78, 82. 526/78, 85005/80, 97705/89;
decretos-lei – 4430/42 e 778/69;
resoluções do CFF – 118/75, 236/92, 179/87, 279/96 , 295/96, 296/96;
resoluções do CFE – 12/83;
resoluções do CFBiom. – 001/86;
resoluções do Senado Federal nº - 86/86;
representações no STF nº - 1256/DF, de 1985.
ASPECTOS LEGAIS
Constituição da República Federativa do Brasil
A Constituição da República federativa do Brasil determina a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, observados o princípio da legalidade, pelo qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, e a liberdade no exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Lei nº 6684, de 3 de setembro de 1979
A lei ordinária federal nº 6684 de 03 de setembro de 1979 regulamenta as profissões de Biólogo e de Biomédico, cria os respectivos conselhos federais e regionais, além de outras previsões.
A análise do texto normativo revela que a profissão de biólogo pode ser exercida pelos bacharéis ou licenciados nos cursos de História Natural, ou de Ciências Biológicas, em todas as suas especialidades ou de licenciado em Ciências, com habilitação em Biologia, com diploma expedido por instituição brasileira oficialmente reconhecida ou expedido por instituições estrangeiras de ensino superior, regularizado na forma da lei, cujos cursos forem considerados equivalentes aos mencionados anteriormente.
O biólogo poderá, dentre outras atividades:
I - formular e elaborar estudo, projeto ou pesquisa científica básica e aplicada, nos vários setores da Biologia ou a ela ligados, bem como os que se relacionem à preservação, saneamento e melhoramento do meio ambiente, executando direta ou indiretamente as atividades resultantes desses trabalhos;
II - orientar, dirigir, assessorar e prestar consultoria a empresas, fundações, sociedades e associações de classe, entidades autárquicas, privadas ou do poder público, no âmbito de sua especialidade;
III - realizar perícias e emitir e assinar laudos técnicos e pareceres de acordo com o currículo efetivamente realizado.
Já os biomédicos, diferentemente dos biólogos, serão bacharéis em Ciências Biológicas, modalidade médica.
Note-se que os biomédicos exercem profissão que lhes é privativa, segundo o art. 3º da lei em apreço.
O Biomédico atua em equipes de saúde, em nível tecnológico, nas atividades complementares de diagnósticos.
O Biomédico poderá realizar análises físico-químicas e microbiológicas de interesse para o saneamento do meio ambiente, poderá exercer serviços de radiografia, excluída a interpretação; atuar, sob supervisão médica, em serviços de hemoterapia, de radiodiagnóstico e de outros para os quais esteja legalmente habilitado e planejar e executar pesquisas científicas em instituições públicas e privadas, na área de sua especialidade profissional.
Para o exercício das atividades acima, o biomédico deve ter um currículo efetivamente realizado que definirá a especialidade profissional.
Pela simples comparação das determinações legais já se detecta as consideráveis diferenças entre biólogos e biomédicos.
Como se não bastasse, para aprofundar mais ainda a diferença das profissões em apreço, a mesma lei criou distintos conselhos federais e regionais de Biologia e de Biomedicina.
Lei nº 6686, de 11 de setembro de 1979
A lei ordinária federal nº 6686 de 11/09/1979, por sua vez, disciplinava o exercício de análise clínico-laboratorial pelos biomédicos que realizassem em seus cursos as disciplinas indispensáveis ao exercício desta atividade. Trata da regulamentação do exercício profissional em análises clínicas. Originalmente, em seu art. 1º, possibilitava aos biomédicos e aos biólogos formados até julho de 1983 o exercício das análises clínico-laboratoriais, desde que comprovassem os mesmos a realização das disciplinas indispensáveis para o exercício da referida atividade.
Recebeu a mesma lei alterações pela lei 7135 de 27/10/1983, em seus artigos 1 e 2. Posteriormente, no ano de 1986, em virtude de declaração de inconstitucionalidade, foi editada, pelo Senado Federal, a Resolução nº 86, de 25 de junho do mesmo ano, a qual suspendeu totalmente os efeitos do seu artigo 1º.
Resolução do CF de Farmácia de nº 296, de 25 de julho de 1996
A resolução do Conselho Federal de Farmácia de nº 296, de 25 de julho de 1996, normatiza o exercício das análise clínicas pelo farmacêutico bioquímico.
Baseada no texto do Decreto 202.377, de 8 de setembro de 1931, conforme o que dispõe o Decreto 85.878 de 7 de abril de 1981, resolve que o Farmacêutico-bioquímico, devidamente registrado no Conselho Regional de Farmácia respectivo, poderá exercer a responsabilidade técnica de laboratório de análises clínicas competindo-lhe realizar todos os exames reclamados pela clínica médica, nos moldes da lei, inclusive, no campo de toxicologia, citopatologia, hemoterapia e bilogia molecuclar. Isto além de falar também que
o Farmacêutico-bioquímico poderá exercer as funções e responsabilidades de Diretor do Laboratório, Supervisor ou Técnico a que pertencer.
Resolução do CF de Farmácia nº 179 de 18 de março de 1987
A resolução do Conselho Federal de Farmácia nº 179 de 18 de março de 1987, ratifica a competência legal que tem o farmacêutico para realizar exames de citologia esfoliativa, oncótica e hormonal.
O texto da norma resolve que:
“Art. 1º - O Farmacêutico-Bioquímico (Analista Clínico) é detentor de competência legal para executar, exames de Citologia Esfoliativa: Oncótica e Hormonal”.
Resolução nº 236, de 25 de setembro de 1992
Esta resolução dispõe que são atribuições do Farmacêutico-Bioquímico, as atividades de direção, responsabilidade técnica e o desempenho de funções especializadas exercidas em órgãos ou laboratórios de análises clínicas ou de saúde ou seus departamentos especializados.
Resolução nº 279 de 26 de janeiro de 1996
Serve esta resolução para ratificar a competência legal do farmacêutico para atuar profissionalmente e exercer chefias técnicas e direção de estabelecimentos hemoterápicos.
Diz o texto do seu art.1º: “O Farmacêutico Bioquímico (habilitado em análises clínicas) é detentor de competência legal para assumir e executar o processamento de sangue, suas sorologias e exames pré-transfusionais e capacitado legalmente para assumir chefias técnicas, assessoras e Direção de estabelecimentos hemoterápicos”.
Resolução nº 295, de 25 de julho de 1996
Esta resolução reconhece o programa de controle de qualidade estabelecido pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas.
No seu texto, é levado em consideração que o Programa Nacional de Controle de Qualidade é planejado, orientado e executado por profissionais farmacêuticos bioquímicos e reconhecido que Reconhecer o Programa Nacional de Controle de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas para laboratórios de Análises Clínicas.
CONCLUSÃO
Em virtude do que foi aqui exposto, de acordo com as disposições normativas trazidas, podemos concluir que, no tocante à contenda entre biólogos e farmacêuticos a respeito de análises clínicas:
somente os biomédicos (biólogos com formação biomédica) e os bioquímicos (farmacêuticos com formação em bioquímica) podem trabalhar com análises clínicas e, portanto, freqüentar a especialização em análises clínicas.
É o nosso entendimento, s.m.j.
Prof. Dr. Francisco de Salles Almeida Mafra Filho
OAB/MG 64.282
O Âmbito Jurídico não se responsabiliza, nem de forma individual, nem de forma solidária, pelas opiniões, idéias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es).
Disponível em http://www.Nenhum comentário encontrado para este artigo.
Ps.: RtnBerto
Trata-se de questão que está sendo discutida pelos respectivos Conselhos, de Farmácia e de Biologia, e que visa a produzir efeitos sobre a possibilidade de oferta dos cursos de especialização em análises clínicas para os profissionais formados em Biologia, apenas.
O objeto da presente discussão é, na realidade, a descoberta da vontade legal, ou seja, vislumbrar se o direito positivo brasileiro prevê e permite que os profissionais de Biologia sejam aceitos nos cursos de especialização em análises clínicas ofertados por diferentes órgãos e ou exerçam a profissão de análises clínicas.
Resta saber se a realização da especialização em análises clínicas por parte de bacharéis em biologia é permitida por lei, e se, necessariamente, o biólogo especialista em análises clínicas poderá exercer esta última profissão, ou ainda, qual seria a razão de impedir que um graduado em curso superior realizasse a continuidade de seus estudos em área afim a sua formação.
Um outro questionamento que deve ser elucidado é o que concerne à presença ou a ausência das disciplinas de análises clínicas na grade curricular do curso de biologia e se, ausentes, qual a razão de tal impedimento, afinal, presume-se que o biólogo lida cotidianamente com análises clínicas. Isto porque é alegada a impossibilidade de se abranger biólogos no curso de especialização em análises clínicas por:
“ausência de formação acadêmica ao nível de graduação e de norma legal”.
O Conselho Federal de Farmácia recomenda aos seus órgãos estaduais que adotem as medidas cabíveis, sendo estas até mesmo medidas judiciais em face de suposta:
“ilegalidade do exercício das análises clínicas pelo profissional formado em biologia (sic), por ausência de formação acadêmica e amparo legal, conforme, precedentes judiciais oriundos do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, inobstante a matéria ainda estar em trâmite e discutida na justiça federal da Seção Judiciária Federal do Estado de São Paulo”.
Em virtude das alegações do Conselho de Farmácia, procedeu-se a pesquisa também concernente no que dizia respeito às possibilidades dos farmacêuticos serem matriculados nos cursos e exercerem o ofício das análises clínicas.
A pesquisa jurídica envolve necessariamente o estudo aprofundado das leis que tratam das matérias analisadas. Procede-se, então, à busca na rede mundial de computadores das páginas que trazem as fontes de consulta legislativa, para, a partir daí, descobrir-se as leis que disciplinam o assunto pesquisado.
No presente caso, foram estudadas, dentre outros, os seguintes repositórios normativos, ou seja, as seguintes leis, decretos, resoluções e portarias:
Constituição Federal de 1988, art. 5º incisos II e XIII;
leis ordinárias federais nº – 1254/50, 6684/79, 6686/79 e 7135/83;
decretos nº – 63285/68, 66164/70, 76608/75, 81411/78, 82. 526/78, 85005/80, 97705/89;
decretos-lei – 4430/42 e 778/69;
resoluções do CFF – 118/75, 236/92, 179/87, 279/96 , 295/96, 296/96;
resoluções do CFE – 12/83;
resoluções do CFBiom. – 001/86;
resoluções do Senado Federal nº - 86/86;
representações no STF nº - 1256/DF, de 1985.
ASPECTOS LEGAIS
Constituição da República Federativa do Brasil
A Constituição da República federativa do Brasil determina a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, observados o princípio da legalidade, pelo qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, e a liberdade no exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Lei nº 6684, de 3 de setembro de 1979
A lei ordinária federal nº 6684 de 03 de setembro de 1979 regulamenta as profissões de Biólogo e de Biomédico, cria os respectivos conselhos federais e regionais, além de outras previsões.
A análise do texto normativo revela que a profissão de biólogo pode ser exercida pelos bacharéis ou licenciados nos cursos de História Natural, ou de Ciências Biológicas, em todas as suas especialidades ou de licenciado em Ciências, com habilitação em Biologia, com diploma expedido por instituição brasileira oficialmente reconhecida ou expedido por instituições estrangeiras de ensino superior, regularizado na forma da lei, cujos cursos forem considerados equivalentes aos mencionados anteriormente.
O biólogo poderá, dentre outras atividades:
I - formular e elaborar estudo, projeto ou pesquisa científica básica e aplicada, nos vários setores da Biologia ou a ela ligados, bem como os que se relacionem à preservação, saneamento e melhoramento do meio ambiente, executando direta ou indiretamente as atividades resultantes desses trabalhos;
II - orientar, dirigir, assessorar e prestar consultoria a empresas, fundações, sociedades e associações de classe, entidades autárquicas, privadas ou do poder público, no âmbito de sua especialidade;
III - realizar perícias e emitir e assinar laudos técnicos e pareceres de acordo com o currículo efetivamente realizado.
Já os biomédicos, diferentemente dos biólogos, serão bacharéis em Ciências Biológicas, modalidade médica.
Note-se que os biomédicos exercem profissão que lhes é privativa, segundo o art. 3º da lei em apreço.
O Biomédico atua em equipes de saúde, em nível tecnológico, nas atividades complementares de diagnósticos.
O Biomédico poderá realizar análises físico-químicas e microbiológicas de interesse para o saneamento do meio ambiente, poderá exercer serviços de radiografia, excluída a interpretação; atuar, sob supervisão médica, em serviços de hemoterapia, de radiodiagnóstico e de outros para os quais esteja legalmente habilitado e planejar e executar pesquisas científicas em instituições públicas e privadas, na área de sua especialidade profissional.
Para o exercício das atividades acima, o biomédico deve ter um currículo efetivamente realizado que definirá a especialidade profissional.
Pela simples comparação das determinações legais já se detecta as consideráveis diferenças entre biólogos e biomédicos.
Como se não bastasse, para aprofundar mais ainda a diferença das profissões em apreço, a mesma lei criou distintos conselhos federais e regionais de Biologia e de Biomedicina.
Lei nº 6686, de 11 de setembro de 1979
A lei ordinária federal nº 6686 de 11/09/1979, por sua vez, disciplinava o exercício de análise clínico-laboratorial pelos biomédicos que realizassem em seus cursos as disciplinas indispensáveis ao exercício desta atividade. Trata da regulamentação do exercício profissional em análises clínicas. Originalmente, em seu art. 1º, possibilitava aos biomédicos e aos biólogos formados até julho de 1983 o exercício das análises clínico-laboratoriais, desde que comprovassem os mesmos a realização das disciplinas indispensáveis para o exercício da referida atividade.
Recebeu a mesma lei alterações pela lei 7135 de 27/10/1983, em seus artigos 1 e 2. Posteriormente, no ano de 1986, em virtude de declaração de inconstitucionalidade, foi editada, pelo Senado Federal, a Resolução nº 86, de 25 de junho do mesmo ano, a qual suspendeu totalmente os efeitos do seu artigo 1º.
Resolução do CF de Farmácia de nº 296, de 25 de julho de 1996
A resolução do Conselho Federal de Farmácia de nº 296, de 25 de julho de 1996, normatiza o exercício das análise clínicas pelo farmacêutico bioquímico.
Baseada no texto do Decreto 202.377, de 8 de setembro de 1931, conforme o que dispõe o Decreto 85.878 de 7 de abril de 1981, resolve que o Farmacêutico-bioquímico, devidamente registrado no Conselho Regional de Farmácia respectivo, poderá exercer a responsabilidade técnica de laboratório de análises clínicas competindo-lhe realizar todos os exames reclamados pela clínica médica, nos moldes da lei, inclusive, no campo de toxicologia, citopatologia, hemoterapia e bilogia molecuclar. Isto além de falar também que
o Farmacêutico-bioquímico poderá exercer as funções e responsabilidades de Diretor do Laboratório, Supervisor ou Técnico a que pertencer.
Resolução do CF de Farmácia nº 179 de 18 de março de 1987
A resolução do Conselho Federal de Farmácia nº 179 de 18 de março de 1987, ratifica a competência legal que tem o farmacêutico para realizar exames de citologia esfoliativa, oncótica e hormonal.
O texto da norma resolve que:
“Art. 1º - O Farmacêutico-Bioquímico (Analista Clínico) é detentor de competência legal para executar, exames de Citologia Esfoliativa: Oncótica e Hormonal”.
Resolução nº 236, de 25 de setembro de 1992
Esta resolução dispõe que são atribuições do Farmacêutico-Bioquímico, as atividades de direção, responsabilidade técnica e o desempenho de funções especializadas exercidas em órgãos ou laboratórios de análises clínicas ou de saúde ou seus departamentos especializados.
Resolução nº 279 de 26 de janeiro de 1996
Serve esta resolução para ratificar a competência legal do farmacêutico para atuar profissionalmente e exercer chefias técnicas e direção de estabelecimentos hemoterápicos.
Diz o texto do seu art.1º: “O Farmacêutico Bioquímico (habilitado em análises clínicas) é detentor de competência legal para assumir e executar o processamento de sangue, suas sorologias e exames pré-transfusionais e capacitado legalmente para assumir chefias técnicas, assessoras e Direção de estabelecimentos hemoterápicos”.
Resolução nº 295, de 25 de julho de 1996
Esta resolução reconhece o programa de controle de qualidade estabelecido pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas.
No seu texto, é levado em consideração que o Programa Nacional de Controle de Qualidade é planejado, orientado e executado por profissionais farmacêuticos bioquímicos e reconhecido que Reconhecer o Programa Nacional de Controle de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas para laboratórios de Análises Clínicas.
CONCLUSÃO
Em virtude do que foi aqui exposto, de acordo com as disposições normativas trazidas, podemos concluir que, no tocante à contenda entre biólogos e farmacêuticos a respeito de análises clínicas:
somente os biomédicos (biólogos com formação biomédica) e os bioquímicos (farmacêuticos com formação em bioquímica) podem trabalhar com análises clínicas e, portanto, freqüentar a especialização em análises clínicas.
É o nosso entendimento, s.m.j.
Prof. Dr. Francisco de Salles Almeida Mafra Filho
OAB/MG 64.282
O Âmbito Jurídico não se responsabiliza, nem de forma individual, nem de forma solidária, pelas opiniões, idéias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es).
Informações Bibliográficas
MAFRA FILHO, Francisco de Salles Almeida. Parecer Jurídico: Biólogos Biomédicos e Farmacêuticos Bioquímicos nos cursos de análises clínicas. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, 20, 28/02/2005 [Internet].Disponível em http://www.Nenhum comentário encontrado para este artigo.
Ps.: RtnBerto
sábado, 26 de novembro de 2011
Biólogos podem realizar análises clínicas?
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Biólogos são profissionais formados nos cursos de bacharelado em Ciências Biológicas ou Biologia, disponíveis em escolas de nível superior, públicas ou privadas, de todo País. A profissão é regulamentada e tida como em expansão, segundo analistas, principalmente devido à implantação nas empresas particulares e nos órgãos governamentais de políticas e práticas visando o chamado desenvolvimento sustentável.
O campo de trabalho cresce também nas atividades de pesquisa em áreas tais como as células-tronco, a bioengenharia, a bioinformática, dentre outras.
Com a expansão do seu mercado de trabalho os biólogos podem hoje atuar conjuntamente com agrônomos, engenheiros ambientais, engenheiros geneticistas, engenheiros de petróleo, biomédicos, farmacêuticos, etc., em órgãos como a Anvisa, o Ibama, a Petrobrás ou instituições privadas. Em atividades práticas ou em pesquisa, apenas com curso de graduação ou com formação complementar de cursos de especialização e de pós-graduação, mestrado e doutorado.
Em uma reportagem publicada no suplemento MEGAZINE do jornal O Globo, de 17 de junho último (O biólogo está em alta), a repórter Natália Soares entrevistou o biólogo e pesquisador da UFRJ Stevens Rehen sobre o mercado de trabalho para formados em Ciências Biológicas ou Biologia. Em certa altura da reportagem o pesquisador afirma que os biólogos não podem fazer análises clínicas, ao contrário dos biomédicos. A entrevista alcançou grande repercussão e retorno no Globo Online, sítio na Internet do grande jornal carioca.
Dentre os inúmeros comentários recebidos eletronicamente, foi afirmado que: "o biólogo está preparado para trabalhar em análises clínicas, assim como o farmacêutico ou o biomédico".
O antagonismo das posições estabelecidas resolveu-se na edição seguinte do Suplemento MEGAZINE (24/6), quando em carta publicada, o pesquisador Stevens Rehen retrata-se: "agradeço às mensagens retificando sobre a possibilidade de o biólogo atuar em análises clínicas, o que confirma a pluralidade de opções profissionais". E continua na sua explicação: "detalhes sobre a legalidade do exercício das análises clínicas pelos biólogos podem ser encontrados na página do Conselho Federal de Biologia na Internet".
A situação está agora posicionada de forma mais clara e direta: biólogos, juntamente com os biomédicos e farmacêuticos, sim, podem trabalhar em análises clínicas. A posição é oficial e como se verá a seguir, muito cara ao Conselho Federal de Biologia - o CFBio (Resolução Nº 10, de 05 de julho de 2003).
Em decisão recente e polêmica, o CFBio vetou expressamente o registro de portadores de diploma dos egressos dos cursos de Educação a Distância (EAD) em Ciências Biológicas, perante os Conselhos Regionais de Biologia (Resolução Nº. 151, 09/05/2008; publicada no DOU em 03/06/2008). A presidente do Conselho Regional de Biologia, 2ª. Região (Espírito Santo, Rio de Janeiro), Fátima Cristina Inácio de Araújo, assim justificou a medida em depoimento ao jornal "O Estado de São Paulo", publicado em 10/06/2008: "depois que o aluno tem o registro, vai esquecer que fez um curso à distância e querer fazer concurso para biólogo de empresas, como a Petrobrás, ou ainda querer atuar em análises clínicas e não pode; vamos lutar para não permitir isso".
Para alguns especialistas a decisão do CFBio é preconceituosa e arbitrária; para o MEC, corporativista e descabida; para quem conhece um pouco do mercado de análises clínicas, cautelosa e preventiva. Aliás, os conhecedores do mercado de análises clínicas, o CFBio, antes de apresentar-se como guardião da qualidade do exercício dessas atribuições, exorbita as suas funções, estendendo as possibilidades de atuação dos biólogos, invadindo o terreno de atuação já consagrado de outras profissões. O conflito sobre os limites de atuação entre biólogos e farmacêuticos, por exemplo, já é antigo e velho conhecido.
Considerando-se que a resposta da pergunta apresentada inicialmente é sim, os biólogos oficialmente podem realizar análises clínicas, atividade antes restrita a profissionais egressos dos cursos de Farmácia, a título de controvérsia, podemos substituir a questão inicial por outra então: Biólogos devem realizar análises clínicas?
Deixamos para o leitor a tarefa de refletir e tentar responder a pergunta final e dessa maneira encerrar essa controvérsia ou então, iniciar uma nova!
Fontes:
- O GLOBO, suplemento MEGAZINE
- O Estado de S. Paulo- Conselho Federal de Biologia - CFBio (http://www.cfbio.org.br/)
O campo de trabalho cresce também nas atividades de pesquisa em áreas tais como as células-tronco, a bioengenharia, a bioinformática, dentre outras.
Com a expansão do seu mercado de trabalho os biólogos podem hoje atuar conjuntamente com agrônomos, engenheiros ambientais, engenheiros geneticistas, engenheiros de petróleo, biomédicos, farmacêuticos, etc., em órgãos como a Anvisa, o Ibama, a Petrobrás ou instituições privadas. Em atividades práticas ou em pesquisa, apenas com curso de graduação ou com formação complementar de cursos de especialização e de pós-graduação, mestrado e doutorado.
Em uma reportagem publicada no suplemento MEGAZINE do jornal O Globo, de 17 de junho último (O biólogo está em alta), a repórter Natália Soares entrevistou o biólogo e pesquisador da UFRJ Stevens Rehen sobre o mercado de trabalho para formados em Ciências Biológicas ou Biologia. Em certa altura da reportagem o pesquisador afirma que os biólogos não podem fazer análises clínicas, ao contrário dos biomédicos. A entrevista alcançou grande repercussão e retorno no Globo Online, sítio na Internet do grande jornal carioca.
Dentre os inúmeros comentários recebidos eletronicamente, foi afirmado que: "o biólogo está preparado para trabalhar em análises clínicas, assim como o farmacêutico ou o biomédico".
O antagonismo das posições estabelecidas resolveu-se na edição seguinte do Suplemento MEGAZINE (24/6), quando em carta publicada, o pesquisador Stevens Rehen retrata-se: "agradeço às mensagens retificando sobre a possibilidade de o biólogo atuar em análises clínicas, o que confirma a pluralidade de opções profissionais". E continua na sua explicação: "detalhes sobre a legalidade do exercício das análises clínicas pelos biólogos podem ser encontrados na página do Conselho Federal de Biologia na Internet".
A situação está agora posicionada de forma mais clara e direta: biólogos, juntamente com os biomédicos e farmacêuticos, sim, podem trabalhar em análises clínicas. A posição é oficial e como se verá a seguir, muito cara ao Conselho Federal de Biologia - o CFBio (Resolução Nº 10, de 05 de julho de 2003).
Em decisão recente e polêmica, o CFBio vetou expressamente o registro de portadores de diploma dos egressos dos cursos de Educação a Distância (EAD) em Ciências Biológicas, perante os Conselhos Regionais de Biologia (Resolução Nº. 151, 09/05/2008; publicada no DOU em 03/06/2008). A presidente do Conselho Regional de Biologia, 2ª. Região (Espírito Santo, Rio de Janeiro), Fátima Cristina Inácio de Araújo, assim justificou a medida em depoimento ao jornal "O Estado de São Paulo", publicado em 10/06/2008: "depois que o aluno tem o registro, vai esquecer que fez um curso à distância e querer fazer concurso para biólogo de empresas, como a Petrobrás, ou ainda querer atuar em análises clínicas e não pode; vamos lutar para não permitir isso".
Para alguns especialistas a decisão do CFBio é preconceituosa e arbitrária; para o MEC, corporativista e descabida; para quem conhece um pouco do mercado de análises clínicas, cautelosa e preventiva. Aliás, os conhecedores do mercado de análises clínicas, o CFBio, antes de apresentar-se como guardião da qualidade do exercício dessas atribuições, exorbita as suas funções, estendendo as possibilidades de atuação dos biólogos, invadindo o terreno de atuação já consagrado de outras profissões. O conflito sobre os limites de atuação entre biólogos e farmacêuticos, por exemplo, já é antigo e velho conhecido.
Considerando-se que a resposta da pergunta apresentada inicialmente é sim, os biólogos oficialmente podem realizar análises clínicas, atividade antes restrita a profissionais egressos dos cursos de Farmácia, a título de controvérsia, podemos substituir a questão inicial por outra então: Biólogos devem realizar análises clínicas?
Deixamos para o leitor a tarefa de refletir e tentar responder a pergunta final e dessa maneira encerrar essa controvérsia ou então, iniciar uma nova!
Fontes:
- O GLOBO, suplemento MEGAZINE
- O Estado de S. Paulo- Conselho Federal de Biologia - CFBio (http://www.cfbio.org.br/)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Bactéria resistente dissemina-se entre gays, diz estudo dos EUA
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Por Amanda Beck
SAN FRANCISCO, EUA (Reuters) - Um tipo resistente e mortal de bactéria conseguiu ultrapassar as fronteiras dos hospitais norte-americanos e passou a ser transmitido em relações sexuais mantidas por homens gays, afirmaram pesquisadores na segunda-feira.
Segundo os cientistas, a bactéria "Staphylococcus aureus", ou MRSA (sigla em inglês para Staphylococcus aureus resistente à meticilina), começou a aparecer fora de hospitais nas cidades de San Francisco, Boston, Nova York e Los Angeles.
Os homens gays sexualmente ativos de San Francisco correm um risco 13 vezes maior de serem contaminados do que seus pares heterossexuais, disseram os pesquisadores na revista Annals of Internal Medicine.
"Quando isso atingir a população em geral, estaremos diante de uma doença realmente impossível de ser controlada", afirmou Binh Diep, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Francisco, que comandou o estudo. "É por isso que estamos tentando divulgar a mensagem da prevenção."
Segundo análises químicas, a bactéria espalha-se entre as comunidades gays de San Francisco e de Boston.
"Acreditamos que ela esteja se disseminando por meio da atividade sexual", afirmou Diep.
Essa superbactéria pode provocar infecções mortais ou desfiguradoras. E o tratamento contra ela passa muitas vezes pela utilização de antibióticos caros administrados na veia.
Em 2005, o MRSA matou cerca de 19 mil norte-americanos, a maior parte deles em hospitais, segundo um artigo publicado em outubro na revista Journal of the American Medical Association.
Cerca de 30 por cento das pessoas são portadoras de Staphylococcus comuns. A bactéria pode ser transmitida por meio do contato entre duas pessoas ou ao depositar-se sobre superfícies e objetos.
O Staphylococcus pode provocar infecções profundas na epiderme e pode penetrar no organismo por meio de uma ferida, por exemplo.
As pessoas portadoras da bactéria costumam apresentá-la no nariz, mas o MRSA pode viver também na região do ânus e ser transmitido por meio da relação sexual.
A incidência do MRSA está aumentando junto com o ressurgimento da sífilis, da gonorréia retal e de novos casos de contaminação pelo HIV em parte por causa da eficiência dos tratamentos contra a Aids e do aumento de comportamentos de risco, tais como consumir drogas injetáveis e ter relações sexuais que provocam esfolamento da pele, escreveu a equipe de Diep.
"A probabilidade de alguém contrair qualquer uma dessas doenças cresce com o número de parceiros sexuais que se tem", afirmou Diep. "O mesmo pode ser dito a respeito do MRSA, provavelmente."
A contaminação pela bactéria costuma manifestar-se por meio de erupções vermelhas na pele. Se não forem tratadas, a áreas podem inchar e se encher de pus.
A melhor forma de evitar a contaminação é lavar as mãos e a área genital com água e sabonete, disse Diep.
Por Amanda BeckSAN FRANCISCO, EUA (Reuters) - Um tipo resistente e mortal de bactéria conseguiu ultrapassar as fronteiras dos hospitais norte-americanos e passou a ser transmitido em relações sexuais mantidas por homens gays, afirmaram pesquisadores na segunda-feira.
Segundo os cientistas, a bactéria "Staphylococcus aureus", ou MRSA (sigla em inglês para Staphylococcus aureus resistente à meticilina), começou a aparecer fora de hospitais nas cidades de San Francisco, Boston, Nova York e Los Angeles.
Os homens gays sexualmente ativos de San Francisco correm um risco 13 vezes maior de serem contaminados do que seus pares heterossexuais, disseram os pesquisadores na revista Annals of Internal Medicine.
"Quando isso atingir a população em geral, estaremos diante de uma doença realmente impossível de ser controlada", afirmou Binh Diep, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Francisco, que comandou o estudo. "É por isso que estamos tentando divulgar a mensagem da prevenção."
Segundo análises químicas, a bactéria espalha-se entre as comunidades gays de San Francisco e de Boston.
"Acreditamos que ela esteja se disseminando por meio da atividade sexual", afirmou Diep.
Essa superbactéria pode provocar infecções mortais ou desfiguradoras. E o tratamento contra ela passa muitas vezes pela utilização de antibióticos caros administrados na veia.
Em 2005, o MRSA matou cerca de 19 mil norte-americanos, a maior parte deles em hospitais, segundo um artigo publicado em outubro na revista Journal of the American Medical Association.
Cerca de 30 por cento das pessoas são portadoras de Staphylococcus comuns. A bactéria pode ser transmitida por meio do contato entre duas pessoas ou ao depositar-se sobre superfícies e objetos.
O Staphylococcus pode provocar infecções profundas na epiderme e pode penetrar no organismo por meio de uma ferida, por exemplo.
As pessoas portadoras da bactéria costumam apresentá-la no nariz, mas o MRSA pode viver também na região do ânus e ser transmitido por meio da relação sexual.
A incidência do MRSA está aumentando junto com o ressurgimento da sífilis, da gonorréia retal e de novos casos de contaminação pelo HIV em parte por causa da eficiência dos tratamentos contra a Aids e do aumento de comportamentos de risco, tais como consumir drogas injetáveis e ter relações sexuais que provocam esfolamento da pele, escreveu a equipe de Diep.
"A probabilidade de alguém contrair qualquer uma dessas doenças cresce com o número de parceiros sexuais que se tem", afirmou Diep. "O mesmo pode ser dito a respeito do MRSA, provavelmente."
A contaminação pela bactéria costuma manifestar-se por meio de erupções vermelhas na pele. Se não forem tratadas, a áreas podem inchar e se encher de pus.
A melhor forma de evitar a contaminação é lavar as mãos e a área genital com água e sabonete, disse Diep.
Corantes podem causar hiperatividade em crianças, diz estudo
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluiu que corantes e conservantes encontrados em alimentos infantis e refrigerantes podem ser relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças.
O estudo - encomendado pela Food Standards Agency, a Vigilância Sanitária da Grã-Bretanha, e publicado na revista científica Lancet - oferecia três tipos diferentes de bebidas a um grupo de 300 crianças de três, oito e nove anos de idade.
Uma das bebidas continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha a quantidade média de aditivos que as crianças ingerem por dia, e a última era um placebo, sem nenhum aditivo.
Os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois de as crianças beberem um dos líquidos aleatoriamente.
Coquetel de aditivosO grupo que ingeriu a mistura A, com alto nível de aditivos, teve "efeitos adversos significativos" em comparação com o que bebeu o placebo.
O pesquisador responsável pelo estudo, Jim Stevenson, defendeu que algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio, um conservante usado em sorvetes e doces, estavam ligadas a um aumento de hiperatividade.
"No entanto, os pais não devem achar que é possível prevenir problemas de hiperatividade completamente apenas retirando esses aditivos da comida", explicou ele.
"Sabemos que há muitos outros fatores nessa questão, mas pelo menos este (a ingestão de aditivos) é um que a criança pode evitar."
HiperatividadeEntre 5% e 10% das crianças em idade escolar sofrem algum tipo de desordem de atenção, com sintomas como impulsividade, dificuldade de concentração e atividade excessiva.
Mais meninos que meninas são diagnosticados com o problema e as crianças afetadas pela condição geralmente tem dificuldades acadêmicas, com um desempenho fraco na escola.
Médicos dizem que fatores como a genética, o nascimento prematuro, o ambiente e a criação também podem ser associados à hiperatividade.
Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluiu que corantes e conservantes encontrados em alimentos infantis e refrigerantes podem ser relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças.O estudo - encomendado pela Food Standards Agency, a Vigilância Sanitária da Grã-Bretanha, e publicado na revista científica Lancet - oferecia três tipos diferentes de bebidas a um grupo de 300 crianças de três, oito e nove anos de idade.
Uma das bebidas continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha a quantidade média de aditivos que as crianças ingerem por dia, e a última era um placebo, sem nenhum aditivo.
Os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois de as crianças beberem um dos líquidos aleatoriamente.
Coquetel de aditivosO grupo que ingeriu a mistura A, com alto nível de aditivos, teve "efeitos adversos significativos" em comparação com o que bebeu o placebo.
O pesquisador responsável pelo estudo, Jim Stevenson, defendeu que algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio, um conservante usado em sorvetes e doces, estavam ligadas a um aumento de hiperatividade.
"No entanto, os pais não devem achar que é possível prevenir problemas de hiperatividade completamente apenas retirando esses aditivos da comida", explicou ele.
"Sabemos que há muitos outros fatores nessa questão, mas pelo menos este (a ingestão de aditivos) é um que a criança pode evitar."
HiperatividadeEntre 5% e 10% das crianças em idade escolar sofrem algum tipo de desordem de atenção, com sintomas como impulsividade, dificuldade de concentração e atividade excessiva.
Mais meninos que meninas são diagnosticados com o problema e as crianças afetadas pela condição geralmente tem dificuldades acadêmicas, com um desempenho fraco na escola.
Médicos dizem que fatores como a genética, o nascimento prematuro, o ambiente e a criação também podem ser associados à hiperatividade.
PRESSÃO ALTA - ORIENTAÇÔES DIETÉTICAS
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
ResumoDeve-se sempre tentar manter a pressão nos níveis normais, seja pela medicação e/ou pela dieta. Na alimentação, a principal conduta que se deve tomar é retirar o sal...A Hipertensão Arterial significa pressão aumentada do sangue. Na maioria dos casos tem causa desconhecida, e é o principal fator de risco na arteriosclerose e insuficiência cardíaca. É muito comum em pacientes hipertensos, que não seguem ao tratamento, evoluírem para acidente vascular cerebral (AVC). Deve-se sempre tentar manter a pressão nos níveis normais, seja pela medicação e/ou pela dieta. Na alimentação, a principal conduta que se deve tomar é retirar o sal, pois este faz com que a pressão arterial aumente. ALIMENTOS PROIBIDOS:
ResumoDeve-se sempre tentar manter a pressão nos níveis normais, seja pela medicação e/ou pela dieta. Na alimentação, a principal conduta que se deve tomar é retirar o sal...A Hipertensão Arterial significa pressão aumentada do sangue. Na maioria dos casos tem causa desconhecida, e é o principal fator de risco na arteriosclerose e insuficiência cardíaca. É muito comum em pacientes hipertensos, que não seguem ao tratamento, evoluírem para acidente vascular cerebral (AVC). Deve-se sempre tentar manter a pressão nos níveis normais, seja pela medicação e/ou pela dieta. Na alimentação, a principal conduta que se deve tomar é retirar o sal, pois este faz com que a pressão arterial aumente. ALIMENTOS PROIBIDOS:> Carnes salgadas, embutidas ou defumadas: carne seca, costela, toucinho, bacon, lingüiça, salsicha, hamburguer, presunto, mortadela;
> Peixes salgados ou defumados: bacalhau, arenque;
> Produtos enlatados ou em conservas: milho, ervilha, sardinha, azeitonas, cogumelos, palmito, aspargo, picles;
> Molhos, sopas e temperos prontos: mostarda, ketchup, caldos em cubos, molho de soja, molho inglês;
> Queijos (exceto ricota, minas sem sal e cotage);
> Biscoitos salgados, pães salgados, pizzas;
> Salgadinhos em geral, batata frita industrializada, pipoca salgada;
> Manteiga e margarina com sal;
> Glutamato monossódico (Ajinomoto), bicarbonato de sódio;
> Castanha-do-pará e de caju salgadas;
ORIENTAÇÕES:
> A hipertensão arterial é duas vezes maior em indivíduos com excesso de peso do que em pessoas com peso normal, por isso deve-se ter um controle de peso pela dieta;
> O álcool é um fator agravante da hipertensão. Deve-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
> Para dar mais sabor à dieta podem-se usar temperos, como cebola, alho, suco de limão, orégano, hortelã, páprica, alecrim, folha de louro, salsa, cheiro-verde, pimentão, açafrão, manjericão, manjerona;
> Deve-se evitar o uso de fumo;
> Os anticoncepcionais elevam a pressão arterial nas mulheres que deles fazem uso, especialmente em mulheres acima de 35 anos e obesas. O uso de óleos de peixe e o aumento da ingestão de alimentos ricos em fibras ajudam ao tratamento;
> O sal de adição deve ser retirado da mesa;
> 1g de sal = 1 tampa de caneta Bic.
Fonte: Simone Cordeiro Ramos – Nutricionista do Programa de Acompanhamento Domiciliar do HEGV - Com pós graduação em gerontologia pela ENSP-FIOCRUZ.
Fonte: Simone Cordeiro Ramos – Nutricionista do Programa de Acompanhamento Domiciliar do HEGV - Com pós graduação em gerontologia pela ENSP-FIOCRUZ.
sábado, 10 de setembro de 2011
Mais um disparate na comunicação de descobertas científicas
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
É arrepiante ver como as notícias relativas a desenvolvimentos do conhecimento científico são tratadas nos jornais portugueses. Desta vez ficamos a saber por esta notícia que o hidrogénio e o hélio são metais!!! A sério! Diz assim
ver notícia: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1980130
É arrepiante ver como as notícias relativas a desenvolvimentos do conhecimento científico são tratadas nos jornais portugueses. Desta vez ficamos a saber por esta notícia que o hidrogénio e o hélio são metais!!! A sério! Diz assim
O astro raro, agora descoberto, chama-se SDSS J102915+172927 e é formado quase exclusivamente por aquilo que os astrónomos chamam de metais (hidrogénio e hélio com pequenas quantidades de outro elemento mais pesado que estes últimos).Parabéns ao jornalista do JN que escreveu esta notícia. Estou sem palavras…
ver notícia: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1980130
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
"Infelizmente a produção brasileira sobre meio ambiente é rara"
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Lorraine Vilela:
Apesar de a direção ser em conjunto, quem teve a ideia de realizar o
documentário sobre o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro?
Pedro Vilela: Foi uma ideia que tivemos em conjunto, uma vontade de falar sobre a Serra do Brigadeiro e dos Muriquis, um dos primatas mais ameaçados em todo mundo.
Lorraine: Quanto tempo vocês levaram para produzir o filme?
Pedro: 18 meses de gravações na serra e entorno, 2 meses para a edição e finalização.
Lorraine: Quais as dificuldades encontradas durante as filmagens?
Pedro: A principal dificuldade foi devido à extensão da Serra do Brigadeiro e o seu terreno muito acidentado. Além dos Muriquis que são selvagens e arredios e vivem em galhos de até 40 metros de altura.
Lorraine: Além do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), “Entre Montanhas e Muriquis” foi exibido em outros festivais? Recebeu premiações?
Pedro: Prêmio de Melhor Fotografia – 9 BANFF Mostra Internacional de Filmes de Montanha. RJ 2009
Lorraine: Qual a avaliação que você faz do documentário após as exibições? Como foi a recepção do público em relação ao trabalho de vocês?
Pedro: Muito positiva, o público gostou e entendeu a importância de se fazer filmes como esse. Infelizmente a produção brasileira de filmes sobre fauna e meio ambiente é rara.
Lorraine: Em sua opinião, qual a importância do XII FICA? Qual a avaliação que você faz dessa edição?
Pedro: Tenho uma avaliação positiva sobre o FICA. Acho importante a realização de eventos como esse para a divulgação de filmes e documentários.
Mais informações: www.carangola.br/carangola/pesb/
O
XII FICA disponibilizou, para seus participantes, três debates com os
cineastas, produtores e diretores dos filmes inscritos na Mostra
Competitiva do Festival. Entre os filmes abordados no debate do dia 11
de junho, está o vídeo documentário “Entre Montanhas e Muriquis”,
dos diretores Leandro Santana Moreira, Paulo Vilela e Pedro Vilela, que
em entrevista por e-mail, falou um pouco mais sobre o projeto.
Acompanhe trechos da entrevista:
Pedro Vilela: Foi uma ideia que tivemos em conjunto, uma vontade de falar sobre a Serra do Brigadeiro e dos Muriquis, um dos primatas mais ameaçados em todo mundo.
Lorraine: Quanto tempo vocês levaram para produzir o filme?
Pedro: 18 meses de gravações na serra e entorno, 2 meses para a edição e finalização.
Lorraine: Quais as dificuldades encontradas durante as filmagens?
Pedro: A principal dificuldade foi devido à extensão da Serra do Brigadeiro e o seu terreno muito acidentado. Além dos Muriquis que são selvagens e arredios e vivem em galhos de até 40 metros de altura.
Lorraine: Além do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), “Entre Montanhas e Muriquis” foi exibido em outros festivais? Recebeu premiações?
Pedro: Prêmio de Melhor Fotografia – 9 BANFF Mostra Internacional de Filmes de Montanha. RJ 2009
Lorraine: Qual a avaliação que você faz do documentário após as exibições? Como foi a recepção do público em relação ao trabalho de vocês?
Pedro: Muito positiva, o público gostou e entendeu a importância de se fazer filmes como esse. Infelizmente a produção brasileira de filmes sobre fauna e meio ambiente é rara.
Lorraine: Em sua opinião, qual a importância do XII FICA? Qual a avaliação que você faz dessa edição?
Pedro: Tenho uma avaliação positiva sobre o FICA. Acho importante a realização de eventos como esse para a divulgação de filmes e documentários.
Ficha técnica:
Filme: Entre Montanhas e Muriquis
Tempo: 54 minutos.
Direção: Paulo Vilela, Pedro Vilela e Leandro Santana Moreira
Texto: Leandro Santana Moreira
Edição: Paulo Vilela e Pedro Vilela
Mapas: Renato Totti Maia e Letícia Bonifácio Favaro
Trilha Sonora: Túlio Gomide Neves
Produção: Projeto Montanhas dos Muriquis
Leandro Santana Moreira – Biólogo e coordenador
Co-Produção: Tanto Design
sábado, 27 de agosto de 2011
TEXTO EXTRAÍDO DE colunalimite.blogspot.com
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
SAIBA CONSTRUIR
UMA RELAÇÃO
SAIBA CONSTRUIR
UMA RELAÇÃO
POR ELIAS BOELL JÚNIOR
Numa relação sexual de qualquer preferência o mais importante é o carinho. Quando se é carinhoso na relação a possibilidade de longevidade na relação é maior.
Geralmente os gays têm essa dificuldade, a de prolongar seus relacionamentos. Na hora “H” aproveitam e depois ficam “a ver navios”, sem companhia. Sexo é ótimo, mas é preciso saber fazer.O bom do sexo vem mesmo depois de uma longa troca de carícias, contatos e olhares. Não chegue no seu companheiro como se ele fosse especificamente feito para aquela hora de sexo. Veja-o como alguém maior que tudo isso e aquilo.
Se você tem dificuldade para acariciar seu parceiro, tipo assim: levar a mão levemente na nuca dele, acariciar levemente o peito, as coxas, em se falar de coxas, elas são um lugar onde os homens adoram ser tocados. Quando suas mãos acariciam as coxas dele ele fica excitado com mais facilidade. Ele ficaria excitado mais depressa se acariciado pelas coxas. Nem todo homen gosta que você vá direto com a mão na “mala” dele. Muitos homens gostam de carinho antes de tudo.
Mas caso o seu parceiro seja desses que não liga para carinho antes de você chegar na “mala” dele, seja carinhoso assim mesmo. Porque uma coisa é indiscutível, não há tipo de homem que não sinta falta de carinho, quer seja antes da relação sexual quer seja depois.
Lembre-se, seja carinhoso, com as palavras e com as mãos, comece pelo carinho, ok brodher?
VOCÊ NÃO SABE SER CARINHOSO COM AO FALAR?????
Caso você não tenho talento para ser carinhoso ao falar, na pretensão de auferir a atenção do “cara”, então tenho uma dica, facilmente aplicável e eficiente. Tudo bem que você não consiga ser carinhoso ao falar par atraí-lo, então você deve chamá-lo de “ GAROTO”. A palavra garoto é mágica, e os homens quando a ouvem entendem tudo. Quando você conversar com o “cara” pela primeira vez e ele te interessar, então não precisa falar nada, basta tratá-lo por “garoto”. Automaticamente ele entenderá tudo o que você quer. Caso ele comece a sair de você, então entenda que ele “não curti”,. mas se ele continuar conversando com você a te tratar bem, então é caminho, continue cultivando a amizade. A palavra garoto, quando ele ouve da tua boca, ela chega na mente dele com tudo aquilo que você gostaria de dizer a ele e não tem coragem. Mais que isso tudo a palavra GAROTO possui um efeito mágico no homem independente da idade.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
"Dinosauria, We" por Charles Bukowski (1920-1994)
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Hoje, 16 de agosto, é aniversário de nascimento do poeta e romancista Henry Charles Bukowski Jr, que completaria 91 anos caso estivesse vivo.
Hoje, 16 de agosto, é aniversário de nascimento do poeta e romancista Henry Charles Bukowski Jr, que completaria 91 anos caso estivesse vivo.
Como homenagem ao "velho safado", segue seu poema "Dinosauria, We", do livro The last night of the earth poems (de 1992).
Dinosauria, We
Born like this
Into this
As the chalk faces smile
As Mrs. Death laughs
As the elevators break
As political landscapes dissolve
As the supermarket bag boy holds a college degree
As the oily fish spit out their oily prey
As the sun is masked
We are
Born like this
Into this
Into these carefully mad wars
Into the sight of broken factory windows of emptiness
Into bars where people no longer speak to each other
Into fist fights that end as shootings and knifings
Born into this
Into hospitals which are so expensive that it's cheaper to die
Into lawyers who charge so much it's cheaper to plead guilty
Into a country where the jails are full and the madhouses closed
Into a place where the masses elevate fools into rich heroes
Born into this
Walking and living through this
Dying because of this
Muted because of this
Castrated
Debauched
Disinherited
Because of this
Fooled by this
Used by this
Pissed on by this
Made crazy and sick by this
Made violent
Made inhuman
By this
The heart is blackened
The fingers reach for the throat
The gun
The knife
The bomb
The fingers reach toward an unresponsive god
The fingers reach for the bottle
The pill
The powder
We are born into this sorrowful deadliness
We are born into a government 60 years in debt
That soon will be unable to even pay the interest on that debt
And the banks will burn
Money will be useless
There will be open and unpunished murder in the streets
It will be guns and roving mobs
Land will be useless
Food will become a diminishing return
Nuclear power will be taken over by the many
Explosions will continually shake the earth
Radiated robot men will stalk each other
The rich and the chosen will watch from space platforms
Dante's Inferno will be made to look like a children's playground
The sun will not be seen and it will always be night
Trees will die
All vegetation will die
Radiated men will eat the flesh of radiated men
The sea will be poisoned
The lakes and rivers will vanish
Rain will be the new gold
The rotting bodies of men and animals will stink in the dark wind
The last few survivors will be overtaken by new and hideous diseases
And the space platforms will be destroyed by attrition
The petering out of supplies
The natural effect of general decay
And there will be the most beautiful silence never heard
Born out of that.
The sun still hidden there
Awaiting the next chapter.
PS: Nesse mesmo dia 16 de agosto de 2011, o banco de Germoplasma da USP-RP, único banco genético de mata mesófila semidecidual do Brasil, que fazia parte da Floresta da USP-RP, foi destruído por um incêndio.
Born like this
Into this
As the chalk faces smile
As Mrs. Death laughs
As the elevators break
As political landscapes dissolve
As the supermarket bag boy holds a college degree
As the oily fish spit out their oily prey
As the sun is masked
We are
Born like this
Into this
Into these carefully mad wars
Into the sight of broken factory windows of emptiness
Into bars where people no longer speak to each other
Into fist fights that end as shootings and knifings
Born into this
Into hospitals which are so expensive that it's cheaper to die
Into lawyers who charge so much it's cheaper to plead guilty
Into a country where the jails are full and the madhouses closed
Into a place where the masses elevate fools into rich heroes
Born into this
Walking and living through this
Dying because of this
Muted because of this
Castrated
Debauched
Disinherited
Because of this
Fooled by this
Used by this
Pissed on by this
Made crazy and sick by this
Made violent
Made inhuman
By this
The heart is blackened
The fingers reach for the throat
The gun
The knife
The bomb
The fingers reach toward an unresponsive god
The fingers reach for the bottle
The pill
The powder
We are born into this sorrowful deadliness
We are born into a government 60 years in debt
That soon will be unable to even pay the interest on that debt
And the banks will burn
Money will be useless
There will be open and unpunished murder in the streets
It will be guns and roving mobs
Land will be useless
Food will become a diminishing return
Nuclear power will be taken over by the many
Explosions will continually shake the earth
Radiated robot men will stalk each other
The rich and the chosen will watch from space platforms
Dante's Inferno will be made to look like a children's playground
The sun will not be seen and it will always be night
Trees will die
All vegetation will die
Radiated men will eat the flesh of radiated men
The sea will be poisoned
The lakes and rivers will vanish
Rain will be the new gold
The rotting bodies of men and animals will stink in the dark wind
The last few survivors will be overtaken by new and hideous diseases
And the space platforms will be destroyed by attrition
The petering out of supplies
The natural effect of general decay
And there will be the most beautiful silence never heard
Born out of that.
The sun still hidden there
Awaiting the next chapter.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Notas rápidas 5
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Com a parada gay em foco e aquela tal de marcha para jesus que aconteceu ao mesmo tempo, algumas questões estão aparecendo com bastante frequência. De um lado manifestam a pluralidade dos homens e pedem que a homofobia seja considerada crime. Do outro, defendem a família, a perpetuação da espécie e a liberdade de expressão. Os argumentos que essa última parte usa não poderiam ser mais furados, e são repetidos como um disco quebrado:
1 - "Querem criar um terceiro sexo"
Não existe um terceiro sexo e nunca existirá. Somos homens ou mulheres. O que seria esse terceiro sexo que tanto se referem? O sexo dos gays, talvez? Eu sei que nasci com um pênis e isso me faz homem, nada mais, nada menos. Quem se refere a um terceiro sexo quer causar confusão com orientação sexual, que existem infinitas, e não 1, 2 ou 3.
2 - "Querem acabar com a liberdade de expressão"
Senhores, definam liberdade de expressão antes de dizer que queremos acabar com ela. Você pode dizer o que quiser, todas as bobagens possíveis, contanto que arque com as conseqüências depois. Você pode chegar numa favela e gritar que todos são macacos. Pode chamar um homossexual de doente. Pode tudo. Isso é o direito à liberdade de expressão. Só lembre-se que todas as pessoas tem o direito à honra e a sua liberdade de expressão não pode interferir no direito à honra das pessoas. Porque os senhores já sabem, todos os brasileiros são iguais, independente de qualquer coisa. É esse direito a honra que queremos defender e não o fim da liberdade de expressão.
3 - "Querem direitos especiais"
Não tínhamos direito a pensão, a casamento, a adotar, etc etc. Em outras palavras, éramos cidadãos que pagam os impostos e mesmo assim não tínhamos garantidos os direitos básicos ou respeito. Ainda dizem que estaremos sendo privilegiados com direitos especiais, pela aprovação da lei anti homofobia. É sério isso?
Agora a defesa da família....
É muito fácil de perceber o padrão das pessoas que dizem que família é com um homem e uma mulher. Semana passada, assistindo à entrevista do juiz Vilas Boas no Fantástico, aquele que anulou a decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer uniões estáveis entre pessoas no mesmo sexo, percebi que ele usou esse mesmo discurso de que família só poder existir com um homem e uma mulher. Isso tem tocado mais do que a música da piriguete, no carnaval de 2007.
Ora, meu juiz, numa relação entre homossexuais também repousa o amor e respeito mútuo, assim como o desejo de viver como uma unidade, ser parte do estado e gerar descendentes, nada de diferente da família "normal". Por que isso não pode ser considerado uma família?
Eis que ele respondeu. "Por que não são capazes de gerar descendentes. Se fizermos um experimento com um grupo de 10 homos isolados numa ilha, o estado não se sustentaria por uma geração".
Então senhor juiz, casais com dificuldade para engravidar não podem ser considerados uma família?
Se não vivêssemos numa sociedade tão preocupada com moralismos fúteis, casais gays poderiam ter descendentes genéticos através da clonagem. Mas isso nos daria o direito de sermos chamados de família e o senhor juiz teria que achar outro argumento para atrapalhar a nossa vida. Sem falar que muitas família "normais" por aí, essas sim, não deveriam ter nem o direito de ter filhos, dada a negligência e maus tratos com que criam seus filhos. Esses que constituem família porque tem que ser assim, para dar satisfações a sociedade quando não tem a mínima vontade de casar ou virar pai, enquanto nós lutamos por essas oportunidades.
Não foi surpresa, mas também achei tendencioso da Globo mostrar a relação do juiz com uma igreja. Mas falando no assunto, acho que todas as igrejas estão usando esse discurso de família para atacar os homossexuais. A campanha da fraternidade da católica essa ano também é sobre a família. Até que ponto deixaremos as convicções e influências religiosas afetarem a vida da sociedade, que, em teoria, não deveria depender de religiões?
Se o congresso fosse legislar de acordo com uma religião, seja no brasil a católica, as outras religiões sairiam prejudicadas, e vice versa. Quando o Brazil se tornou república em 1889, decidiu-se que, para evitar a fadiga, o estado e a igreja seriam duas coisas separadas, e não uma teocracia, como acontece no Irã. Os documentos deixariam de ser emitidos e armazenados nas igrejas, como era feito até então, e esse seria um papel do estado. No Irã, o presidente eleito pelo voto popular - ou por fraude - ainda não é o líder político máximo no país, mas sim o aiatolá, líder supremo político e religioso. Então, eu como ateu, não me sentiria bem num país que vivesse baseado naquele livro 'sagrado', em que as leis são feitas de acordo com os costumes tradicionais da religião.
Por isso, senhores, quando discutirem sobre qualquer coisa, limpem a arena e estejam certos que Deus não aparecerá. No ensino médio, nas minhas aulas de filosofia, meu professor dizia que se Deus for trazido à discussão, esta se encerra. Ninguém pode afirmar que uma coisa é certa por que Deus quis e mesmo se Deus existir ninguém é capaz de se comunicar com ele. Estaríamos voltando à Idade Média, onde os camponeses conseguiam explicar tudo o que acontecia no mundo com um simples argumento, e esperar por dias melhores com uma única aspiração: "Se Deus quiser".
Para mencionar Deus, primeiro convença teu discutinte de que ele existe. Caso contrário, atenha-se ao racional e palpável, não a mitos. Deus é um mito, quase um papai noel para adultos. Mitos são fertilizantes de superstições, religiões, medo e, por fim, controle. Isso, porém, causa um reboliço muito maior em adultos quando são ditos que Deus não existe do que em crianças quando descobrem que papai noel não existe.
Mas não criei esse blog para discutir religião nem para divulgar minhas idéias e frustrações com ela.
É muito pessoal, cada um tem a sua e mudar a cabeça de alguém que tem opinião formada (ou que tenha Deus no coração) é quase impossível, só trás frustrações. Como dito, é pessoal. Por isso não gostaria de ver crucifixos em repartições públicas, em escolas e tudo mais. Isso me ofende. E eu tenho o direito de não ser ofendido - a não ser que eu seja privilegiado demais. É como se os cristãos vissem um crucifixo dependurado de ponta cabeça. Vocês podem sentir minha frustração?
sobre modelos
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
A maior parte dessa influência vem dos nossos pais, certamente. É neles que encontramos nosso espelho para o que um dia devemos nos tornar. Mas quando começamos a divergir do que nós esperamos ser ou do que eles esperam que sejamos, fica faltando um modelo para seguir com esse novo estilo de vida.
Essa falta de modelo para o gay faz com que sejam criados mitos e falsas impressões em torno do nosso estilo de vida. O que está amplamente difundido na cabeça das pessoas é que ser gay implica necessariamente em exclusão pela família e/ou amigos, ser vítima de piadas e ter uma vida infeliz, sem poder viver o amor plenamente. Essa idéia é compartilhada também entre pessoas que leem o blog, o que é refletido pelo resultado parcial dessa nova pesquisa. Aproximadamente metade dos leitores escolheriam não ser gay se pudessem.
Fora do Brasil, a apresentadora de TV americana Ellen Degeneres me inspira. Aquela que saiu do armário em 1997. Ela já tinha uns 30 e tantos anos eu acho, teve problemas com o pai e foi demitida do canal em que trabalhava por isso. Apesar dos pesares, ela não perdeu o bom humor e vontade de lutar por direitos iguais.
Abç.
Quando olhamos para o futuro, a imagem que enxergamos de nós mesmos é geralmente baseada em ídolos e um pouco de imaginação. Desde criancinhas, temos infinitas fontes para nos basear sobre como devemos ser. Não somente os pais, mas também pelo que chega até nós, com pessoas nos dizendo como agir, filmes de comédia romântica, filmes da Disney, novelas etc. Princesas lindas e gentis inspiram as meninas. Príncipes bravos e incorruptíveis, os meninos.
A maior parte dessa influência vem dos nossos pais, certamente. É neles que encontramos nosso espelho para o que um dia devemos nos tornar. Mas quando começamos a divergir do que nós esperamos ser ou do que eles esperam que sejamos, fica faltando um modelo para seguir com esse novo estilo de vida. Tenho procurado por pessoas que possam me servir de modelo na vida. Alguma pessoa bem sucedida, de índole irrepreensível e gay.
Essa falta de modelo para o gay faz com que sejam criados mitos e falsas impressões em torno do nosso estilo de vida. O que está amplamente difundido na cabeça das pessoas é que ser gay implica necessariamente em exclusão pela família e/ou amigos, ser vítima de piadas e ter uma vida infeliz, sem poder viver o amor plenamente. Essa idéia é compartilhada também entre pessoas que leem o blog, o que é refletido pelo resultado parcial dessa nova pesquisa. Aproximadamente metade dos leitores escolheriam não ser gay se pudessem. Bem, eu ainda não achei meu ídolo gay.
Pelo menos no Brasil, além do deputado Jean Wyllys, não consigo pensar em nenhum outro gay bem sucedido e assumido, com a definição de sucesso sendo bem subjetiva.
Fora do Brasil, a apresentadora de TV americana Ellen Degeneres me inspira. Aquela que saiu do armário em 1997. Ela já tinha uns 30 e tantos anos eu acho, teve problemas com o pai e foi demitida do canal em que trabalhava por isso. Apesar dos pesares, ela não perdeu o bom humor e vontade de lutar por direitos iguais. Como ainda não temos muitas inspirações brasileiras, deixo uma proposta para que sejamos nossos próprios ídolos. Aqueles que são bem sucedidos e de caráter irrepreensível. Quem sabe a nossa geração possa fazer com que ser gay seja visto de outra forma e que inspiremos as novas gerações a não terem medo do que são. Que mostremos que ser gay é apenas um detalhe na vida de pessoa maravilhosas.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Brasil está pronto para usar novo exame contra câncer, diz debatedor
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
O presidente da Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular, Celso Dario Ramos, afirmou há pouco que os médicos do País estão preparados para utilizar o procedimento PET/CT contra o câncer. Os exames PET (tomografia por emissão de pósitrons) e CT (tomografia computadorizada) são ferramentas padrões de imagens usadas para identificar estados de doenças no corpo.
O dirigente participa de audiência pública, da Comissão de Seguridade Social e Família, sobre a inclusão do procedimento PET/CT em Oncologia na Tabela Unificada do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com Celso Ramos, o PET/CT vai reduzir os custos com saúde no Brasil, pois as informações fornecidas pelos exames evitariam novas despesas.
O debate prossegue no Plenário 7.
sábado, 2 de julho de 2011
Cursos de Biologia de todo o País terão de se adaptar
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Quase mil cursos de Biologia em todo o País, responsáveis pela formação de cerca de 40 mil alunos por ano, devem ser revistos por suas instituições. Duas resoluções do Conselho Federal de Biologia do ano passado definem padrões mais rigorosos para certificar profissionais que se formem a partir do final de 2013.
Quase mil cursos de Biologia em todo o País, responsáveis pela formação de cerca de 40 mil alunos por ano, devem ser revistos por suas instituições. Duas resoluções do Conselho Federal de Biologia do ano passado definem padrões mais rigorosos para certificar profissionais que se formem a partir do final de 2013.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Nova camisinha promete facilitar a ereção
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
O laboratório Futura Medical desenvolveu um novo tipo de preservativo que promete facilitar a vida dos homens que têm problemas de ereção ao utilizarem camisinha em suas relações sexuais. O produto, cujo nome técnico é CSD500, acrescenta ao preservativo habitual um componente que ajuda a manter a ereção por mais tempo, segundo o Futura Medical.
Esse componente é um gel, cuja patente foi registrada sob o nome de Zanifil, que é aplicado na parte superior do preservativo para que seja absorvido pelo pênis.O fabricante revela que o gel aumenta o fluxo sanguíneo local, o que se traduz em uma ereção mais duradoura.
Diferentemente do Viagra, o preservativo não foi pensado para homens que sofrem de problemas de ereção, mas para os que acreditam que a utilização da camisinha reduz o estímulo físico. O Futura Medical tem um acordo de distribuição global com o maior fabricante e distribuidor mundial de preservativos, a empresa britânica Reckitt Benckiser Group.
O laboratório realizou uma pesquisa entre pessoas que testaram o CSD500, que ainda está pendente da aprovação das autoridades sanitárias da UE (União Europeia), e assegurou a maioria opinou que o preservativo melhorou a ereção em relação aos que não incluem o gel. Além disso, a maioria dos homens e mulheres consultados revelou que o CSD500 aumentou o tamanho do pênis e que o ato sexual foi mais duradouro.
Fonte: Futura Medical
O laboratório Futura Medical desenvolveu um novo tipo de preservativo que promete facilitar a vida dos homens que têm problemas de ereção ao utilizarem camisinha em suas relações sexuais. O produto, cujo nome técnico é CSD500, acrescenta ao preservativo habitual um componente que ajuda a manter a ereção por mais tempo, segundo o Futura Medical.
Esse componente é um gel, cuja patente foi registrada sob o nome de Zanifil, que é aplicado na parte superior do preservativo para que seja absorvido pelo pênis.O fabricante revela que o gel aumenta o fluxo sanguíneo local, o que se traduz em uma ereção mais duradoura.
Diferentemente do Viagra, o preservativo não foi pensado para homens que sofrem de problemas de ereção, mas para os que acreditam que a utilização da camisinha reduz o estímulo físico. O Futura Medical tem um acordo de distribuição global com o maior fabricante e distribuidor mundial de preservativos, a empresa britânica Reckitt Benckiser Group.
O laboratório realizou uma pesquisa entre pessoas que testaram o CSD500, que ainda está pendente da aprovação das autoridades sanitárias da UE (União Europeia), e assegurou a maioria opinou que o preservativo melhorou a ereção em relação aos que não incluem o gel. Além disso, a maioria dos homens e mulheres consultados revelou que o CSD500 aumentou o tamanho do pênis e que o ato sexual foi mais duradouro.
Fonte: Futura Medical
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Problemas para dormir podem afetar o relacionamento entre casais
POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.
Nada que uma boa noite de sono não resolva: um novo estudo sugere que, quando as mulheres têm dificuldade em adormecer, a qualidade do seu relacionamento com seu marido sofre.
Quando mais tempo leva para as mulheres dormir, maior a probabilidade de ambos os parceiros relatarem interações negativas no dia seguinte, como sentir-se ignorado ou criticado.
O mesmo não foi verdade para os homens, no entanto. Os pesquisadores não encontraram nenhuma relação entre a quantidade de tempo que o marido leva para dormir e as interações do casal no dia seguinte.
Ao longo de 10 noites, os pesquisadores analisaram a qualidade do sono de 35 casais que usaram um monitor que registra padrões de descanso e atividade. Nenhum dos participantes tinha sido diagnosticado com qualquer transtorno de sono ou outros problemas médicos sérios.
Além de medir a quantidade de tempo que levou para cada um cair no sono, os pesquisadores também analisaram o tempo total de sono e o número de vezes que eles acordaram durante a noite.
Em uma série de breves questionários, os participantes do estudo também relataram se tiveram interações negativas (como sentir-se ignorado) ou interações positivas (como sentir-se apoiado e valorizado) com seu parceiro naquele dia.
Em média, os dois parceiros estavam propensos a relatar mais interações negativas quando a mulher teve problemas para dormir na noite anterior.
Embora os pesquisadores não tenham identificado nenhuma ligação entre o sono dos maridos e as interações conjugais, eles descobriram que os homens tendiam a dormir menos do que o habitual depois de um dia de interação positiva com seus cônjuges.
Nesse caso, dormir pouco não é necessariamente uma coisa ruim; na verdade, poderia até indicar intimidade, ao invés de sono, na cama.
Mas por que será que os homens não reagem negativamente depois de uma má noite de sono? Segundo a pesquisadora-chefe do estudo, Wendy Troxel, há alguns indícios que mostram que as mulheres tendem a ser mais comunicativas e expressivas nos relacionamentos, enquanto os homens podem ser mais repressivos.
“Depois de uma má noite de sono, as mulheres são mais propensas a manifestar irritação ou frustração, enquanto os homens são mais propensos a reter tudo”, palpita.
A pesquisa sobre problemas de sono, como insônia, tende a concentrar-se no indivíduo que é afetado diretamente. Porém, as novas descobertas sugerem que os problemas talvez devam ser vistos e tratados em um contexto mais amplo que leve em conta as relações do paciente e suas interações sociais.
“O sono não ocorre em um vácuo”, diz Lauren Hale, especialista em sono. “É embutido no mundo social, e particularmente relevante para nossos relacionamentos românticos”.
Lauren tem pesquisado o efeito de fatores sociais sobre o sono e afirma que a pessoa com quem alguém partilha a cama toda noite pode ter uma influência significativa na sua qualidade de sono. “Não são só suas próprias escolhas que afetam o seu sono. Se o seu parceiro ronca ou se deita na cama duas horas mais tarde do que você e lhe acorda, isso afeta seu sono”, explica.
Mais pesquisas são necessárias para explicar exatamente como casamento e qualidade do sono estão relacionados, mas o estudo destaca que os problemas do sono podem danificar relacionamentos e precisam ser tratados: o mau humor entre o casal pode ser um indicador muito importante para começar um tratamento para distúrbios do sono.[CNN]
Nada que uma boa noite de sono não resolva: um novo estudo sugere que, quando as mulheres têm dificuldade em adormecer, a qualidade do seu relacionamento com seu marido sofre.
Quando mais tempo leva para as mulheres dormir, maior a probabilidade de ambos os parceiros relatarem interações negativas no dia seguinte, como sentir-se ignorado ou criticado.
O mesmo não foi verdade para os homens, no entanto. Os pesquisadores não encontraram nenhuma relação entre a quantidade de tempo que o marido leva para dormir e as interações do casal no dia seguinte.
Ao longo de 10 noites, os pesquisadores analisaram a qualidade do sono de 35 casais que usaram um monitor que registra padrões de descanso e atividade. Nenhum dos participantes tinha sido diagnosticado com qualquer transtorno de sono ou outros problemas médicos sérios.
Além de medir a quantidade de tempo que levou para cada um cair no sono, os pesquisadores também analisaram o tempo total de sono e o número de vezes que eles acordaram durante a noite.
Em uma série de breves questionários, os participantes do estudo também relataram se tiveram interações negativas (como sentir-se ignorado) ou interações positivas (como sentir-se apoiado e valorizado) com seu parceiro naquele dia.
Em média, os dois parceiros estavam propensos a relatar mais interações negativas quando a mulher teve problemas para dormir na noite anterior.
Embora os pesquisadores não tenham identificado nenhuma ligação entre o sono dos maridos e as interações conjugais, eles descobriram que os homens tendiam a dormir menos do que o habitual depois de um dia de interação positiva com seus cônjuges.
Nesse caso, dormir pouco não é necessariamente uma coisa ruim; na verdade, poderia até indicar intimidade, ao invés de sono, na cama.
Mas por que será que os homens não reagem negativamente depois de uma má noite de sono? Segundo a pesquisadora-chefe do estudo, Wendy Troxel, há alguns indícios que mostram que as mulheres tendem a ser mais comunicativas e expressivas nos relacionamentos, enquanto os homens podem ser mais repressivos.
“Depois de uma má noite de sono, as mulheres são mais propensas a manifestar irritação ou frustração, enquanto os homens são mais propensos a reter tudo”, palpita.
A pesquisa sobre problemas de sono, como insônia, tende a concentrar-se no indivíduo que é afetado diretamente. Porém, as novas descobertas sugerem que os problemas talvez devam ser vistos e tratados em um contexto mais amplo que leve em conta as relações do paciente e suas interações sociais.
“O sono não ocorre em um vácuo”, diz Lauren Hale, especialista em sono. “É embutido no mundo social, e particularmente relevante para nossos relacionamentos românticos”.
Lauren tem pesquisado o efeito de fatores sociais sobre o sono e afirma que a pessoa com quem alguém partilha a cama toda noite pode ter uma influência significativa na sua qualidade de sono. “Não são só suas próprias escolhas que afetam o seu sono. Se o seu parceiro ronca ou se deita na cama duas horas mais tarde do que você e lhe acorda, isso afeta seu sono”, explica.
Mais pesquisas são necessárias para explicar exatamente como casamento e qualidade do sono estão relacionados, mas o estudo destaca que os problemas do sono podem danificar relacionamentos e precisam ser tratados: o mau humor entre o casal pode ser um indicador muito importante para começar um tratamento para distúrbios do sono.[CNN]
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