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domingo, 14 de agosto de 2011

As 12 cachoeiras mais maravilhosas do mundo

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

Para cada queda, uma história diferente. Dos quentes trópicos do Havaí até às exuberantes 
florestas da Tailândia, listamos as mais bonitas e deslumbrantes fotos de cachoeiras de todo o mundo:



1 – CATARATAS DO IGUAÇU





A famosa brasileira: na fronteira entre o estado do Paraná e a província argentina de Missiones, as cataratas do Iguaçu estão localizadas onde o Rio Iguaçu contorna a borda do Planalto do Paraná. Uma lenda local diz que as cataratas foram criadas quando um deus que planejava desposar uma linda mulher chamada Naipi descobriu que ela havia recusado sua proposta de casamento e fugido com seu amante mortal em uma canoa. O deus raivoso então abriu uma fenda no rio, esculpindo as cataratas e condenando os amantes a uma queda sem fim. Essa história você provavelmente não conhecia…



2 – RIO TINTO, ESPANHA




Essa bela foto mostra a cachoeira baixa do Rio Tinto em Berrocal, uma pequena cidade localizada na província de Huelva, na Espanha.

3 – PARQUE NACIONAL DAS CATARATAS DO ERAWAN, NA TAILÂNDIA



Ter cachoeiras em múltiplas camadas fez do Parque Nacional Erawan uma das atrações naturais mais populares da Tailândia. Sob as cachoeiras, há piscinas profundas ideais para a natação. O parque está localizado na fronteira entre a Tailândia e a Birmânia e leva o nome de Cataratas do Erawan, uma impressionante cachoeira com sete níveis e cerca de 1.500 metros.

4 – CATARATAS DE YOSEMITE


A mais alta da América do Norte, Yosemite tem um total de 739 metros desde o topo da queda mais alta até a base da queda mais baixa. Localizada no Parque Nacional de Yosemite da Serra Nevada da Califórnia, é a sétima cachoeira mais alta do mundo.
O povo nativo americano Ahwahneechee, que vivia tradicionalmente no Vale do Yosemite, acreditava que a piscina na base da cachoeira era habitada pelo espírito de várias bruxas.

5 – ARCO-ÍRIS LUNAR DAS CATARATAS DE YOSEMITE
Sob certa luminosidade das noites de luar, um fenômeno raro conhecido como “arco-íris lunar” ocorre nas Cataratas de Yosemite. Um arco-íris lunar é basicamente um arco-íris criado pela luz da lua, como o próprio nome define. Ele acontece apenas algumas vezes por ano e as condições devem ser exatas: céu aberto, água suficiente na catarata para criar uma névoa adequada e luminosidade da lua sem bloqueio das montanhas circundantes.
6 – CACHOEIRA DE WAIKIKI


Localizada no Havaí, o nome da cachoeira de Waikiki significa “águas jorrando” no idioma havaiano. A cachoeira serena e visualmente deslumbrante repousa entre os pântanos da ilha e está a uma pequena distância da praia de Waikiki.
7 – CACHOEIRA DO VÉU DA NOIVA

Localizada na Nova Zelândia, a cachoeira do Véu da Noiva recebeu esse nome por causa de sua forma. A água cai de maneira que parece um branco e límpido véu de noiva. A queda de 55 metros é um ótimo lugar para testemunhar um arco-íris.

8 – CATARATAS DO NIÁGARA


A lista simplesmente não estaria completa sem as cataratas do Niágara. Sendo as mais poderosas quedas da América do Norte, as Cataratas do Niágara estão localizadas no Rio Niágara e formam uma fonteira natural entre Canadá e Estados Unidos. A média de altura das volumosas cachoeiras é de 50,9 metros. O volume de água ultrapassa o das Cataratas Americanas (American Falls), chegando a 567.810 litros por segundo. Quando anoitece, as quedas são iluminadas por luzes coloridas.
9 – CATARATAS DE CHOCOLATE DO ARIZONA


Conhecidas como as “Cataratas de Chocolate”, essas cachoeiras se formam na primavera quando o Rio Little Colorado (Rio Pequeno Colorado) traz uma grande quantidade de água furiosa e cheia de sedimentos para as Grandes Quedas do Arizona. Depois de desaguar sobre a grande superfície de basalto, a água se precipita pelas paredes vulcânicas criando uma queda vertical de 56 metros.
10 – SALTO ANGEL

Com uma altura de 979 metros, o Salto Angel é a maior queda d´água do mundo. Suas gotas caem do alto da Montanha Auyantepui, no Parque Nacional de Canaima, que está localizado no sudeste da Venezuela. A gigantesca cachoeira ganhou esse nome porque o aviador norte-americano Jimmie Angel foi a primeira pessoa a sobrevoá-la num avião.
11 – CATARATAS VITÓRIA

As Cataratas Vitória estão localizadas no sul da África no Rio Zambeze, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue. O missionário e explorador escocês David Livingstone deu-lhe o nome da Rainha Vitória em 1855.
12 – CATARATAS VITÓRIA, VISÃO DE CIMA

Essa maravilhosa imagem aérea das Cataratas Vitória, feita de um helicóptero, mostra o tamanho gigante e a formação única da queda d´água. Seu nome indígena, Mosi-ao-Tuya, pode ser traduzido como “fumo que troveja” por causa da névoa e do barulho que a cachoeira produz.
13 – CACHOEIRAS DE ALTO PARAÍSO DE GOIÁS

Alto Paraíso de Goiás, uma pequena cidade localizada no nordeste de Goiás, é famosa por suas belas montanhas, cânions, minas de cristal e cachoeiras, como a da imagem acima. Por estar na latitude 14, na mesma linha da lendária cidade de Machu Picchu, no Peru, a região atrai muitos seguidores do misticismo, teorias da Nova Era e espiritualistas. Por conta dessa reputação, a cidade ganhou o título de “capital brasileira do terceiro milênio”. Alguns moradores acreditam ainda que a sua localização permite que se observem OVNIs e extraterrestres.
14- PARQUE NACIONAL DOS LAGOS DE PLITVICE

Essa pequena cachoeira em um lago está localizada no Parque Nacional de Plitvice, o mais antigo parque nacional do sudeste da Europa e o maior Parque Nacional da Croácia. O parque é mundialmente famoso por seus 16 lagos, que estão conectados por cascatas. A água que vem das montanhas do parque faz com que os lagos adquiram uma belíssima coloração azul, verde e tons de água marinha, como resultado do escoamento mineral.[LiveScience]


quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Situação das Aves do Brasil

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.



 Alguns dos principais ornitólogos do país explicam a situção atual da nossa rica avifauna. 
Foto: siriema (Cariama cristata)

Um grupo de dinossauros carnívoros, bípedes e ágeis aparentado do famoso velociraptor deu origem a animais que estão entre nós até hoje. Toda vez que vir um pombo na rua, um frango em seu prato ou qualquer outra ave, você pode dizer que está diante de um descendente dos dinossauros. As aves são o único grupo de vertebrados naturalmente presentes em todos os continentes, tendo evoluído para ocupar praticamente todos os ecossistemas terrestres, das montanhas mais altas aos oceanos ─ onde pinguins podem procurar seu alimento a mais de 100 m de profundidade.
 O levantamento mais recente certifica a existência de 10.440 espécies de aves no mundo, o que exclui várias dezenas extintas desde 1600, após o início da expansão marítima europeia, e possivelmente outros milhares extintos por povos como os polinésios e ameríndios ao colonizarem ilhas no oceano Pacífico e no Caribe. É possível que apenas os polinésios tenham eliminado cerca de 2 mil espécies nos últimos dois milênios.
 O Brasil abriga ─ segundo a última lista do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO) ─1.833 espécies de aves. Esse total certamente aumentará já que novas espécies de aves continuam a ser descobertas com regularidade (mesmo no entorno de capitais como São Paulo e Curitiba) e análises moleculares, morfológicas e bioacústicas demonstram que algumas “espécies” na realidade podem ser subdivididas em unidades evolutivas distintas.
Humanos de diferentes culturas sempre apreciaram aves de uma maneira não meramente utilitária, mas sim por que poder ver e ouvir esses belos animais é algo prazeroso. Milhões de aves cativas, tanto silvestres como raças criadas especialmente pelo seu canto ou cores, além de espécies inteiras levadas à extinção (como a famosa ararinha-azul Cyanopsitta spixii), são testemunho de nossa atração pelas aves e da estranha característica humana de encarcerar e mutilar o que ama.
 Mudanças culturais e a tecnologia têm permitido mudar essa relação. O passatempo da observação de aves dos cavalheiros europeus é uma das raízes da ornitologia moderna e continua com forte vertente científica, já que leva ao aprendizado de disciplinas como ecologia e sistemática. De fato, a fronteira entre o que é hobby e o que é ciência muitas vezes é incerta e é frequente que observadores de aves participem de pesquisas científicas e não são poucas as espécies que foram descobertas (ou redescobertas) durante excursões de bird-watching ou que localidades até então inexploradas foram primeiro visitadas por birders-cientistas.
 O voluntariado de observadores alimenta programas de monitoramento que têm sido usados inclusive para documentar consequências das mudanças climáticas. Exemplos são a Christmas Bird Count realizada à 111 anos nos Estados Unidos, a Big Garden Birdwatch britânica (que inclui muitas escolas com comedouros de aves em seus jardins – uma idéia para brasileiros) e o Censo Neotropical de Aves Aquáticas sul-americano, conduzido no Brasil.
A tecnologia tem uma grande influência no bird-watching. A atividade se popularizou nos países anglo-saxões no século XX graças a avanços tecnológicos que resultaram em binóculos e transporte mais baratos. Observar aves implica comumente em registrar suas vozes tanto para identificá-las como para atraí-las ( play-back) e as tecnologias de gravação, tratamento e produção de sons, evoluindo de pesados gravadores de rolo com microfones parabólicos nos anos 1980 para gravadores digitais com microfones direcionais super sensíveis, players capazes de estocar bibliotecas sonoras inteiras e mini amplificadores de grande potência no século XXI.
 No Brasil, onde o acesso a equipamentos e literatura sempre foi dificultado, tivemos que esperar pela revolução digital e a disponibilização de câmeras digitais e formas rápidas e baratas de compartilhar imagens e informações. A rápida expansão do bird-watching no Brasil é um fenômeno tecnológico que acontece na mesma medida em que mais pessoas têm mais acesso a equipamentos fotográficos digitais de boa qualidade, softwares para tratamento de suas imagens e redes sociais e websites para compartilhamento de informações, fotos e sons.
 Arquivos baseados na web hoje complementam coleções científicas convencionais. Por exemplo, o Xeno-canto é um dos maiores arquivos de sons de aves do mundo e um repositório utilizado tanto por amadores como por cientistas que ali armazenam seus “espécimes” e podem examinar e utilizar os de outros colaboradores, em um belo exemplo de ciência colaborativa.
 No Brasil um dos exemplos mais fascinantes da relação tecnologia-observação de aves é o Wikiaves  onde mais de 6.600 mil colaboradores, de cientistas na ativa a senhoras aposentadas armazenam fotos e sons de aves indicando informações como localidade, data, comportamento, entre outras, tornando o site uma fonte preciosíssima de informações sobre aspectos como distribuição de espécies, variação geográfica, sazonalidade e até mesmo variações nos tamanhos populacionais. Como uma coleção científica convencional, porém muito mais dinâmica.

O Desafio para a Conservação das Aves

O crescente número dos observadores-fotógrafos de aves exerce um papel muito importante para a conservação das aves brasileira. Esse é um publico qualificado que pode ser, por exemplo, um dos melhores amigos das nossas áreas protegidas, além de promover a conservação de áreas particulares. No entanto, ao mesmo tempo que a observação, interesse e o conhecimento em relação as aves vem crescendo, os impactos que ameaçam nossa rica avifauna também vem aumentando. Por volta de 10% de todas as espécies de aves globalmente ameaçadas estão no Brasil e muitas correm risco de extinção eminente. De acordo com a lista da IUCN (International Union for the Conservation of Nature) o Brasil é o país com maior número de espécies de aves ameaçadas de extinção, com um total de 123 espécies que sofrem risco real de desaparecer da natureza num futuro não tão distante. Em relação à lista nacional de aves ameaçadas, um total de 160 táxons são considerados, no entanto a lista brasileira também considera as subespécies ameaçadas, o que em parte explica as diferenças em relação a lista global.
 O número de aves ameaçadas é bastante variado entre os seis grandes biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa). A Mata Atlântica concentra cerca de 80% de todas as aves ameaçadas no país, resultado de muitos anos de exploração e desmatamentos. Atualmente restam apenas cerca de 11% da floresta original, sendo que essa proporção de floresta remanescente não é homogênea ao longo de toda Mata Atlântica. A situação é mais séria na região nordeste, especialmente nos estados de Alagoas e Pernambuco onde a maior parte da floresta original foi substituída por plantações de cana-de-açucar, sobrando apenas poucos fragmentos de mata preservada. É nessa região onde ainda podem ser encontrados os últimos exemplares das aves mais raras em todo o país, como o Criticamente Ameaçado Limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi). Essa pequena ave (18 cm) vive no estrato médio e dossel de florestas bem conservadas e ricas em bromélias, onde procura artrópodes dos quais se alimenta. Atualmente as duas únicas localidades onde a espécie pode ser encontrada são na Estação Ecológica de Murici (Alagoas) e na Serra do Urubu (Pernambuco). Felizmente ambas as áreas estão oficialmente protegidas por unidades de conservação (Estação Ecológica e Reservas Privadas – RPPN). O Mutum-do-nordeste (Pauix mitu) também ocorria nas matas dessa região do nordeste, essa espécie, porém, já foi extinta na natureza, restando apenas indivíduos mantidos em cativeiro que representam a esperança de um dia poderem ser reintroduzidos nos fragmentos florestais remanescentes.
 Situações graves de perda de vegetação original também ocorrem no Cerrado e no Pampa, onde agricultura, pecuária e plantações de árvores exóticas estão em acelerada expansão. No caso da Amazônia a situação ainda não é muito séria e apesar das crescentes taxas de desmatamentos, cerca de 83% da floresta ainda permanece preservada.
Em um país como o Brasil, com dimensões continentais e situações de conservação bem distintas entre os biomas, processos de priorização para planejamento de conservação são de extrema importância servindo como um guia para direcionar os recursos para as áreas ou espécies que necessitam de ações imediatas para assegurar a sua conservação. A BirdLife International desenvolveu uma metodologia de identificação de áreas prioritárias para a conservação conhecida como “Áreas Importantes para a Conservação das Aves” ou IBAs, sigla de Important Bird Areas, sua denominação em inglês. As IBAs são declaradas como tal se apresentarem uma ou mais das seguintes características; 1- presença de espécies globalmente ameaçadas de extinção; 2- presença de espécies de distribuição geográfica restrita (menor que 50.000 km²); 3- presença de espécies endêmicas de biomas; 4- presença de grandes concentrações - maior que 1% da população mundial ou maior que 20.000 indivíduos em áreas de alimentação ou reprodução. O programa global de IBAs visa assegurar a conservação em longo prazo de uma rede de áreas criticamente importantes para as aves. No Brasil, o processo de identificação das IBAs foi liderado pela Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil) e resultou no mapeamento de 237 áreas, representando 11% do território brasileiro ou cerca de 94 milhões de hectares. O trabalho de seleção dessas IBAs foi bastante participativo e envolveu um total de cerca de 60 biólogos/ornitólogos, 450 áreas analisadas e 700 espécies consideradas para aplicação dos critérios. Em relação ao status de conservação, apenas 29 % (27 milhões de hectares) dessas áreas se encontram oficialmente protegidas na forma de unidades de conservação de proteção integral. Diante desse “déficit” em áreas protegidas, um dos trabalhos da SAVE Brasil é a articulação junto aos órgãos ambientais do governo para a criação de novas unidades de conservação em áreas de IBAs. Nos últimos anos esse esforço resultou, juntamente com o envolvimento de outros parceiros, na criação da RPPN Pedra d’Anta (PE), Estação Ecológica de Murici (AL), no Parque Nacional e Refúgio de Vida Silvestre de Boa Nova (BA), Parque Nacional da Serra das Lontras (BA) e Parque Estadual da Costa do Sol (RJ). Essas áreas somadas representam 57.000 hectares de florestas protegidas, garantindo a conservação de cerca de 500 espécies de aves, sendo 25 ameaçadas de extinção.
 Um dos maiores desafios enfrentados atualmente no Brasil para a conservação das aves e toda a biodiversidade do país é a conciliação de um desenvolvimento e crescimento sócio-econômico aliado a conservação ambiental. Ainda não se conhece o melhor caminho a ser seguido e nem as soluções para muitos dos conflitos, no entanto já existe uma clara preocupação da sociedade em geral com as questões ambientais. Em alguns casos essa preocupação se reflete em ações concretas como a criação de novas unidades de conservação públicas e privadas (RPPNs), mecanismos econômicos de valorização da floresta em pé e biodiversidade, licenças ambientais bastante restritas para implantação de novos empreendimentos, organizações não-governamentais (ONGs) comprometidas, atuantes e bem articuladas com o governo e uma massiva atenção da mídia ao assunto.
 Se nos próximos anos vamos conseguir reverter o triste quadro em que o Brasil se encontra como recordista mundial em número de aves ameaçadas, ainda não sabemos, porém o maior interesse da sociedade pela nossa rica avifauna, juntamente com ações concretas como a criação de novas áreas protegidas representa avanços concretos nesse sentido.
 
Por Pedro F. Develey; Fabio Olmos; Vagner Cavarzere (adaptado) para a Scientific American Brasil.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Polícia rodoviária resgata pinguim sujo de óleo em rodovia no litoral de SP

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.


A PRF (Polícia Rodoviária Federal) resgatou um pinguim nesta quinta-feira, na região de Ubatuba (litoral de SP).

O animal foi encontrado a altura do km 29 da rodovia Governador Mário Covas (BR-101) e estava sujo de óleo e aparentemente debilitado.

O pinguim foi levado ao aquário de Ubatuba, onde será examinado por veterinários. Depois deve ser reintegrado ao seu habitat natural, de acordo com a PRF.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

FÁBRICA DE ÁGUA

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.




Para preservar a natureza, vale até reciclar a água do esgoto. Em Orange County, nos Estados Unidos, esse método já está sendo usado. O esgoto das casas segue para uma espécie de fábrica, onde passa por várias filtragens e recebe cloro.Depois, o material é colocado numa reserva subterrânea. Lá será filtrado pelas rochas e, em um ano, estará pronto para ser distribuído de novo na cidade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Borboletas infectadas usam substâncias de plantas para proteger sua prole

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

Ao ser infectada pelo protozoário O. elektroscirrha , o ciclo de vida da borboleta-monarca (Danaus plexippus) fica seriamente ameaçado. Mais fraca, com menos chances de se reproduzir e com menos tempo de vida, o animal entra numa luta contra o tempo para depositar seus ovos antes de morrer. Para piorar a situação, os ovos também podem ser infectados, o que levará ao nascimento de filhotes doentes, gerando um ciclo que faria a espécie, cada vez mais fraca e debilitada, desaparecer após algumas gerações. No entanto, como toda boa mãe, a borboleta não desiste de proteger suas crias e busca uma maneira de protegê-las do parasita.

Segundo uma pesquisa da Emory University, de Atlanta (Estados Unidos), publicada no periódico especializado Ecology Letters, quando é infectada pelo parasita, a borboleta-monarca lança mão de uma receita bem conhecida dos humanos: as plantas medicinais. De acordo com o estudo, sempre que estão doentes, as mães-borboletas preferem deixar seus ovos em duas espécies de serralha, um tipo de erva bem comum em terrenos baldios: a A. curassavica e a A. incarnata. O motivo da escolha são as substâncias conhecidas como cardenólidos, que atuam como antibióticos naturais contra o protozoário.

Essas substâncias protegem os ovos e fazem com que os filhotes fiquem imunes aos parasitas e nasçam saudáveis. “Animais infectados vivem menos do que as borboletas não infectadas, além de não serem tão férteis”, explica o autor do estudo, o pesquisador Thierry Lefevre, em entrevista ao Correio. Assim, para evitar que suas crias sofram esses efeitos, as borboletas-monarcas desenvolveram ao longo dos anos a pré-disposição de, ao serem infectadas, procurar as plantas que deixarão seus ovos protegidos. “A borboleta não ‘sabe’ que está infestada, como com um ser humano. Não há consciência envolvida no processo. É apenas um exemplo da evolução pela seleção natural”, explica o pesquisador norte-americano.

Ele conta que as borboletas saudáveis não demonstram interesse especial pelas serralhas, ao contrário das infectadas, que, em sua grande maioria, só deixam seus ovos na planta (veja ao lado). “Trata-se de um exemplo de plasticidade fenotípica adaptativa, que é a capacidade de um organismo de alterar seu fenótipo — ou seja, as características visíveis, como os hábitos de reprodução, por exemplo — em resposta a mudanças no seu hábitat”, completa Thierry.

A bióloga e coordenadora da curadoria de artrópodes do Zoológico de Brasília, Marlene Augusto, não se diz surpresa com a pesquisa americana. “As borboletas são muito seletivas no que diz respeito à reprodução. Elas só depositam seus ovos em plantas que servirão de alimento para a lagarta, evitando situações em que é preciso que ela se desloque para se alimentar depois de sair dos ovos”, conta. “Assim, se a borboleta escolhe uma planta com ação medicinal, certamente, quando a lagarta nascer, ela vai se alimentar dessa substância e continuar protegida”, afirma.

Remédios
Quem pensa que a descoberta se restringe apenas ao universo da curiosidade e não tem muitas aplicações práticas pode estar enganado, segundo explica o pesquisador do Laboratório de Ecologia Comportamental da Reprodução da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat) Eduardo Bessa. “Entender como e por que os animais têm determinados comportamentos pode facilitar a entender melhor nossas relações com os animais. Com pesquisas como essas podemos aprender sobre o nível de consciência deles”, conta.

Outro aspecto apontado por Bessa diz respeito à conservação das espécies. “Entendendo seus hábitos, podemos agir de maneira mais objetiva em ações conservacionistas. É a velha história: conhecer para preservar”, afirma. “Além disso, uma pesquisa como essa pode servir de norte para outros estudos. Se entendermos que a borboleta usa uma planta específica quando está doente, podemos pesquisar essa planta e talvez descobrir remédios úteis ao ser humano”, completa.

Fonte: Este artigo é de Max Milliano Melo, publicado no Correio Braziliense (Ciência e Saúde) em 4 de dezembro de 2010.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Plantas desempenham papel mais importante do que se pensava na limpeza da atmosfera

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.



Uma pesquisa recente afirma que a vegetação desempenha um papel maior do que o pensado na limpeza da atmosfera.
Graças a observações, estudos de expressão gênica e modelagem por computador, os pesquisadores puderam demonstrar que as plantas caducifólias absorvem cerca de um terço mais poluentes químicos atmosféricos de do que se pensava anteriormente.
Segundo os cientistas, as plantas ativamente consumem certos tipos de poluentes. A equipe focou em uma classe de substâncias químicas conhecidas como compostos orgânicos voláteis oxigenados, que podem ter um impacto a longo prazo sobre o ambiente e a saúde humana.
Os compostos se formam abundantemente na atmosfera, a partir de hidrocarbonetos e outras substâncias químicas que são emitidas de fontes naturais, incluindo plantas, e fontes relacionadas às atividades humanas, incluindo veículos e materiais de construção.
Esses compostos ajudam a formar quimicamente a atmosfera e influenciam o clima. Eventualmente, alguns evoluem para pequenas partículas no ar, conhecidas como aerossóis, que têm efeitos importantes sobre as nuvens e a saúde humana.
Ao medir os níveis dos poluentes em vários ecossistemas, os pesquisadores determinaram que as plantas caducifólias parecem absorver os compostos a uma taxa inesperadamente rápida, até quatro vezes mais rápida do que se pensava.
Essa captação é especialmente rápida em florestas densas, e mais evidente perto do topo das copas das florestas. Tal absorção é responsável por 97% do consumo de poluentes observado no estudo.
Mas como as plantas absorvem essas grandes quantidades de substâncias químicas? A equipe descobriu que quando as árvores estão sob estresse, por causa de um ferimento físico ou devido à exposição à poluição por ozônio, por exemplo, elas começam a aumentar drasticamente a sua absorção de poluentes.
Ao mesmo tempo, ocorrem mudanças nos níveis de expressão de determinados genes que indicam elevada atividade metabólica nas árvores. Os pesquisadores concluíram então que o consumo de poluentes parece ser parte de um ciclo metabólico maior.
As plantas podem produzir substâncias químicas para se proteger de poluentes irritantes e repelir invasores, da mesma forma que o corpo humano pode aumentar sua produção de glóbulos brancos em reação a uma infecção.
Mas estes produtos químicos, se produzidos em grande quantidade, podem tornar-se tóxicos para a planta. A fim de metabolizar estes produtos químicos, as plantas começam a aumentar os níveis de enzimas que transformam os produtos químicos em substâncias menos tóxicas. Sendo assim, a planta acaba consumindo também os poluentes do ar, que podem ser metabolizados pelas enzimas.
De forma resumida, as plantas podem realmente ajustar seu metabolismo e aumentar a sua absorção de produtos químicos atmosféricos como uma resposta a vários tipos de estresse, o que acaba tendo o efeito colateral de “limpar a atmosfera”.
Os resultados da pesquisa indicaram que, em um nível global, as plantas estão absorvendo 36% mais poluentes do que já havia sido contabilizado anteriormente. Além disso, já que as plantas estão diretamente removendo esses poluentes, menos compostos estão evoluindo para aerossóis. [NationalScienceFoundation]

O que Provoca um DESMAIO ?

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.