Tendo à loucura e
- dessa tendência triste e mansa -
faço um olhar doce-feroz,
disfarço na palavra o grito,
desteço na certeza os véus:
faço nudez
- mas só aqui dentro, meu bem,
só aqui dentro:
escondo-me daquilo que me olha:
O caos
o cais
o vento.
Cócegas na garganta
vazia:
a minha voz morreu.
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- dessa tendência triste e mansa -
faço um olhar doce-feroz,
disfarço na palavra o grito,
desteço na certeza os véus:
faço nudez
- mas só aqui dentro, meu bem,
só aqui dentro:
escondo-me daquilo que me olha:
O caos
o cais
o vento.
Cócegas na garganta
vazia:
a minha voz morreu.
Faz frio na loucura que me puxa:
perseguem-me nas ruas-madrugadas
engravidam-me de luas sufocadas
exigem o sacrifício do meu-filho
- de Deus -
fazem-me guilhotinas e fogueiras
- ou aquela cadeira que me queima -
:eles:
A chuva
o silêncio
a lua cheia.
O lobo que me engole
criancinha:
ninguém ouviu,
nem eu.
Matam-me!
E, sem saber se posso,
morro.
Sempre um tanto.
Sempre um pouco.
Sempre há alguém olhando.
Dizem que é deus -
ou aquele que
- à esquerda dele -
tombou do paraíso desgraçado.
“Fecha os olhos, meu bem,
pra não ouvir…”
Por Carla Jaia
Imagem: La réponse imprévue, Magritte
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