segunda-feira, 29 de novembro de 2010

TAXIDERMIA

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

1. PROCESSOS DE PREPARAÇÃO
1.1 Peixes
Figura 1
1.1.1 Cuidado para não cortar a pele do peixe na hora de embarcá-lo. Embarque-o com auxílio de um puçá, não utilizando o bicheiro que perfure a pele do exemplar;
1.1.2 Manuseie pouco o peixe para não danificar as nadadeiras que possuem película e espinhos delicados entre os raios;
1.1.3 Não retire do peixe as vísceras, as escamas, as brânquias e os barbilhões;
1.1.4 Envolva o peixe em toalha úmida, congelando-o o mais rápido possível. Não coloque nada sobre ele, nem guarde com outro na mesma toalha;
1.1.5 Para um resultado melhor, logo que retirá-lo da água, fotografe o peixe em posição lateral(se possível), procurando dar maior ênfase a cor de olhos e ocelos. A coloração dos detalhes típicos de cada espécie é de suma importância na fase de montagem e acabamento quando ficarão registrados para sempre.
1.2 Anfíbios, Répteis, Aves e Mamíferos de pequeno e médio porte
1.2.1 Em primeiro lugar coloque um chumaço de algodão na boca e no ânus para evitar que sangue e excrementos venham a danificar o animal (caso aplicado mais a aves e mamíferos);
1.2.2 Envolva o exemplar em uma folha de jornal, acondicionando-o da melhor forma possível (por exemplo dobrando para junto do corpo o pescoço e cauda) e logo em seguida coloque em um saco plástico e congele imediatamente.
1.3 Mamíferos de grande porte




Figura 2
Figura 3
1.3.1 Cape
a- Faça uma incisão no centro de cada um dos chifres (parte posterior) as quais se encontrarão em triângulo e seguirão em corte único até mais ou menos 10 cm após as patas dianteiras. (Figs. 1 e 2)
b- Corte as cartilagens das orelhas na base do crânio e tome muito cuidado nos cortes dos olhos, canais lacrimais, do nariz, da boca e lábios.
c- Nos olhos, passe o dedo na abertura da parte externa, para assegurar que o corte não danifique a pele fina em torno dos olhos, removendo toda a membrana possível para a penetração do sal.
d- No nariz, corte o mais profundo possível os sulcos . Depois na aplicação do sal, remova os excessos.
e- Na boca e lábios, corte a membrana o mais próximo possível dos dentes.
f- Após a pele do cape retirada (Fig.3), lave-o deixando escorrer o excesso de água. Coloque a "máscara" do lado avesso ( lado da carne ) completamente envolvida por sal grosso durante aproximadamente 24 horas, onde esta estará em uma prancha com inclinação de 45o.
Após o período citado, retire o excesso de sal, dobre orelhas e cabelos para dentro, enrolando o cape, envolvendo em sacos plásticos e congelando-o, podendo agora seguir viagem de longas distâncias.
OBS: Nos locais de retirada da pele, onde o número de insetos for grande, sugere-se a pulverização com inseticida.
Figura 4
1.3.2 Crânio e chifres
a- O crânio como indicado na (Fig.4) poderão ser serrados. Em seguida é necessário remover toda a carne e salgar o crânio.
b- Quando se pretender o aproveitamento total do crânio , iniciaremos um processo de cozimento do mesmo emergindo-o até a base dos chifres para a remoção do excesso de carne. O cozimento deverá ser feito de maneira cautelosa para não danificar o crânio, deverá simplesmente retirar os excessos para o transporte.
Figura 5
1.3.3. Corpo inteiro
a- Faça uma incisão na parte ventral do exemplar na altura do peito até o início da cauda. Logo após faça uma incisão percorrendo o centro das patas dianteiras e traseiras para que se encontrem com a incisão central. (Fig. 5).
b- Quando o desprendimento da pele chegar ao pescoço, deveremos seguir os mesmos passos que o CAPE (somente nos animais com chifre) fazendo a incisão central chegar até a base do maxilar inferior e aí sim removeremos toda a pele pela parte dianteira do exemplar, até chegar aos chifres ou cornos, fazendo como no CAPE o desprendimento do couro do chifres ou cornos pela parte dorsal do pescoço (Fig. 2). Nenhuma incisão traseira é feita no caso de Canídeos e Felídeos.
c- É importante remover todo o excesso de carne gordura antes de salgar a pele, o procedimento de preparação e embalagem ocorrerá da mesma forma que o CAPE.
d- Nas espécies de Canídeos e Felídeos, a incisão central do peito, segue somente até o início do pescoço e a incisão que percorre as patas, deverá chegar até as almofadas dos pés.


2. PRECAUÇÕES:
2.1 Peles grossas
A penetração de sal ocorre em uma espessura máxima de 5mm (1/4 de polegada), por isso alguma orientações são necessárias, assim como: 
a- o transporte feito o mais rápido possível para a preparação do material;
b- o congelamento imediato;
c- cortes transversais e paralelos, em toda a parte interna da pele (cuidado para não chegar ao pêlo), antes da salga;
d- afinar a pele para que o sal consiga agir.
2.2 Com a preparação de materiais
2.2.1. Crânios & Chifres
a- Crânios fervidos em excesso que chegam completamente frágeis ou em partes.
b- Nos predadores a falta de dentes. Crânios e chifres sem etiquetas ou não identificados.
c- Crânios mal fervidos, contendo vermes ou mau cheiro.
2.2.2 Peles para Capes ou Corpo Inteiro
a- Peles sem etiquetas ou identificados incorretamente.
b- Utilização de sal grosso sujo ou de má procedência ou insuficiente.
c- Orelhas, lábios, olhos, e bordos cortados incorretamente.
d- Sangue na pele e pêlos.
e- Gordura nas peles.
f- Tempo excessivo de espera para a preparação.
g- Insetos que podem danificar as peles.
OBS: Os procedimentos citados acima exigem cuidados e técnica, para que seu exemplar seja bem aproveitado. Em caso de dúvidas, consulte o taxidermista.

OBS: Os procedimentos citados acima exigem cuidados e técnica, para que seu exemplar seja bem aproveitado. Em caso de dúvidas, consulte o taxidermista.

TAXIDERMIA

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

A Taxidermia : Tem como principal objetivo, o resgate de espécimes descartados, reconstituindo suas características físicas e, às vezes, simulando seu habitat, o mais fielmente possível.
A Taxidermia atende à diferentes públicos como donos de animais domésticos, pescadores e caçadores desportistas, criadouros de animais comerciais, bem como museus de história natural, entidades conservacionistas, zoológicos, universidades e mais recentemente o teatro e a televisão.
A Taxidermia é um procedimento exercido por biólogos, que envolve conhecimentos de diversas áreas além da Biologia, como: Química, Anatomia, Comportamento, Ecologia, Artes Plásticas, entre outras. É uma técnica aplicada somente em animais vertebrados e seus registros mais antigos remontam ao império egípcio, a cerca de 2.500 A.C.
Popularmente o termo "empalhar” já foi usado como sinônimo de “taxidermizar” entretanto há muito tempo não se usam mais os rústicos manequins de palha e barro para substituir o corpo dos animais.

King Kong :::::::: > Ainda é o maior de todos os mamíferos

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.


Com o anúncio de que o maior mamífero da pré-história foi o Indricotherium, de 17 toneladas e 5,5 metros, o primata King Kong (Megaprimatus kong), cuja altura varia de um mínimo de 6 a um máximo de 18 metros — dependendo do filme e da cena — e cujo peso estimaremos abaixo, mantém a coroa de maior mamífero de todos os tempos.

O tamanho dos animais reais e ficcionais é tema de um ensaio clássico do biólogo JBS Haldane, que qualquer pessoa que se interesse por ciência em geral — e por um bom texto sobre ciência, em particular — deveria conhecer de cor. Ele aparece em inúmeras antologias, a mais recente provavelmente sendo The Oxford Book of Modern Science Writing, e pode ser lido aqui.

O primeiro ponto que Haldane apresenta no ensaio é o de que, quando se multiplicam os medidas lineares de um ser vivo — com 6 metros de altura, Kong é três vezes maior que um gorila ordinário — as áreas de seu corpo são multiplicadas pelo mesmo fator ao quadrado (no caso de Kong, por nove), e os volumes, pelo fator ao cubo (27, no rei-primata da Ilha da Caveira).

Isso tudo pode parecer muito acadêmico até que nos damos conta de que a massa — e por tabela, o peso — do bicho varia junto com o volume (já que a densidade dos materiais de que o corpo é feito se mantém constante), e que a capacidade do animal de suportar o próprio peso segue a área da seção transversal de ossos e músculos.

Resumindo: Kong é 27 vezes mais pesado que um gorila africano comum, mas apenas nove vezes mais forte. Um gorila africano macho pesa, em média, 200 kg. Então, Kong pesa assustadoras 5,4 toneladas, com uma estrutura óssea e muscular que estaria confortável deslocando, no máximo, 1,8 tonelada.

Há ainda a questão da temperatura: o corpo gera calor de forma proporcional ao volume, mas só consegue dissipá-lo de modo proporcional à área.

No clima úmido-tropical da Ilha da Caveira, isso deveria bastar para deixar Kong prostrado. Nesse aspecto, ao menos — abstraindo, claro, a presença de Fay Wray/Jessica Lange/Naomi Watts– Nova York deve ter lhe parecido muito mais agradável.

Enfim, o corpo do Megaprimatus kong deve se submeter a pressões enormes apenas para caminhar; talvez respirar já seja até um pouco demais. Não admira que ele grite o tempo todo e, no geral, demonstre tanto mau humor. Também não surpreende que a espécie tenha sido extinta.

Fonte: Estadão.com.br

CARTA DE AMOR DE UM BIÓLOGO

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

CARTA DE AMOR DE UM BIÓLOGO

Você tem uma nomenclatura muito linda, mas saiba que eu te amaria mesmo que você se chamasse Ergastoplasma... Sabe que quando eu te vejo, minhas mitocôndrias entram em fermentação, a meiose se acelera e meus gametas ficam todos assanhados? É verdade porque você tem um fenótipo tão lindo que tenho uma tese de que o seu código genético foi seqüenciado por um artista muito inspirado, em plena geração espontânea.
Quando você surge, em movimentos amebóides, bela, túrgida e charmosa, começo a sentir os efeitos de reações físico-químicas em meu organismo. Seu tropismo em relação a mim afeta o córtex do meu sistema sensorial! Ao tocar sua celulósica mão, nossos glicocálix se encontram. E se seus olhos, perdidos, semelhantes a ocelos de planária, não se cansam de me fixar, é porque minha antena está ligada em você. Sua cetácea presença mexe com minhas enzimas, hormônios, meus neurotransmissores, até minha cadeia respiratória já não funciona direito, nem mesmo para a coordenação meu trêmulo tríceps. De meu frontal escorre o que restou de secreção sudorípara.

Seus ferormônios realmente me tiram de homeostase. Seus cílios e pilos me causam flagelos impensáveis. Palpitações sistólicas arrebentam meu pericárdio.
Ah, querida, e quando quero repor as perdas metabólicas e te levo a uma confeitaria para posicionar nossos níveis tróficos, a única gelatina que nos interessa é aquela biomassa saborosa que chamamos de meio de cultura!
Mas apesar de nossa relação harmônica em franca evolução, ultimamente você está num estado de isolamento do que foi nossa protoplasmática simbiose. Sabe, se você continuar me tratando com tanto acaso, vou me sentir menos que um inseto, um verme! Você dá mais atenção às suas amigas, aquela tal de Drosóphila, à Taenia, a quem, por sinal, nunca fui apresentado, do que a mim... E quem é esse tal de Rhesus, hein? Ah meu Deus! Será que estou com complexo de Golgi? Devo estar entrando naquele ciclo maldito - o ciclo de Krebs... e se esse processo seletivo continuar sou capaz de cometer uma loucura, uma apoptose.
Por favor, não me trate assim de forma virulenta, feito uma ameba ou um "Cavia porcellus porcellus", pois a estes sei que você dedica apenas olhares científicos e sem paixão. Eu não sou uma cobaia de laboratório. Eu não bacilo nem quando fico como um vibrião colérico. Espero que você deduza que o meu sonho é passear abraçadinho contigo igual a um carrapato, num lindo dia de sol, em Galápagos, dizendo para mim mesmo: Cromossomos felizes.

" É verdade que café com leite diminui o raciocínio? "

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

Não é verdade que o café com leite diminui o raciocínio. Ao contrário. O café possui 1% a 2% de cafeína, substância que estimula a atividade intelectual, a memória e o raciocínio, melhorando inclusive o aprendizado escolar. O segredo está na dosagem: esses benefícios podem ser sentidos desde que se tome café com moderação. Entenda-se por moderação três a quatro xícaras ao longo do dia - nunca à noite -, conforme a tabela abaixo. Além da cafeína, o café possui em maior quantidade ácidos clorogênicos, que bloqueiam o desejo de autogratificação proporcionado por opiáceos [drogas à base de ópio] que pode levar à depressão e ao consumo de drogas.

O café pode ser tomado puro ou com leite, o que apenas aumentaria seu valor nutritivo, algo importante para crianças e idosos. Por isso, seu consumo diário e moderado é um hábito saudável e recomendado para melhorar o raciocínio e o estado emocional das pessoas. Nossas pesquisas, efetuadas durante mais de 10 anos, permitiram estipular dose e horário certos para o consumo de café por adultos e crianças, com organismos sadios, conforme o esquema a seguir. É importante lembrar que cada xícara pequena possui 50 ml de café e que a xícara grande tem 150 ml se cheia e cerca de 100 ml se quase cheia [meia taça]. 




Consumo de café Início da manhã  Meio da manhã  Início da tarde Meio da tarde
Até 10 anos  50 ml 50 ml  50 ml  50 ml
10 a 15 anos 100 ml 50 ml 100 ml 100 ml
15 a 20 anos 100 ml 100 ml 100 ml 100 ml
20 a 60 anos 150 ml 150 ml 150 ml 150 ml
Acima de 60 anos 150 ml 100 ml 100 ml 50 ml

sábado, 27 de novembro de 2010

SOBRE O EFEITO ESTUFA

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

O efeito estufa faz com que a temperatura na superfície da Terra, onde vivemos, seja maior do que a que seria caso não existisse a atmosfera. Assim, o efeito estufa dentro de certos limites é de vital importância pois, sem estes efeitos, a vida como a conhecemos não poderia existir.

O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que desestabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um maior aquecimento global. O IPCC (da sigla em inglês para a expressão Intergovernmental Panel on Climate Change que pode ser traduzida como Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, comissão de cientistas instituida por iniciativa das ONU e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito de estufa.

Os gases que causam o efeito estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), gás nitroso (NO2), CFC´s) absorvem alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30ºC mais quente do que estaria sem a presença dos gases que causam o efeito estufa.
Variação da temperatura global e de concentração de dióxido de carbono presente no ar nos últimos 1000 anos.


O nome efeito estufa é um nome infeliz porque a atmosfera não se comporta como uma estufa, onde o aquecimento dá-se essencialmente porque a convecção é suprimida. Não há troca de ar entre o interior e o exterior da estufa. Ora acontece que a atmosfera facilita a convecção e não armazena calor: em média, a temperatura da atmosfera é constante e a energia absorvida transforma-se imediatamente na energia cinética e potencial das moléculas que existem na atmosfera. A atmosfera não reflete a energia irradiada pela Terra. Os seus gases, principalmente o dióxido de carbono, absorvem-na. E se irradia, é apenas porque tem uma temperatura finita e não por ter recebido radiação. A radiação que emite nada tem a ver com a que foi absorvida. Tem um espectro completamente diferente, porque a energia que é irradiada por uma molécula tem comprimento de onda menor, já que parte da energia da radiação absorvida é convertida em energia cinética (de movimento) no processo de colisão entre as moléculas.

O problema do efeito estufa, ou seja, sua contribuição para o aquecimento global acelerado dos últimos 100 anos, coloca em confronto forças sociais que não permitem que se trate deste assunto do ponto de vista estritamente científico. Apesar de todas as evidências cientificamente comprovadas, há quem negue que o efeito estufa foi causado pelo homem. Afirmam que o aquecimento acelerado está muito mais relacionado com causas intrínsecas da dinâmica da Terra do que aos desmatamento e poluição, que mais rápido causam os efeitos indesejáveis a vida sobre a face terrestre do que propriamente a capacidade de reposição planetária.


A poluição dos últimos duzentos anos tornou mais espessa a camada de gases existentes na atmosfera. Essa camada impede a dispersão da energia luminosa proveniente do Sol, que aquece e ilumina a Terra, e também retém a radiação infravermelha (calor) emitida pela superfície do planeta. O efeito do espessamento da camada gasosa é semelhante ao de uma estufa de vidro para plantas, o que originou seu nome. Muitos desses gases são produzidos naturalmente, como resultado de erupções vulcânicas, da decomposição de matéria orgânica e da fumaça de grandes incêndios. Sua existência é indispensável para a existência de vida no planeta, mas a densidade atual da camada gasosa é devida, em grande medida, à atividade humana. Em escala global, o efeito estufa provoca o aquecimento do clima, o que tem conseqüências catastróficas. O derretimento das calotas polares e de geleiras, por exemplo, eleva o nível das águas dos oceanos e dos lagos, submergindo ilhas e amplas áreas litorâneas densamente povoadas. O superaquecimento das regiões tropicais e subtropicais contribui para intensificar o processo de desertificação e de proliferação de insetos nocivos à saúde humana e animal. A destruição de habitats naturais provoca o desaparecimento de espécies vegetais e animais. Multiplicam-se as secas, inundações e furacões, com sua seqüela de destruição e morte.

Introdução

O mecanismo que mantém aquecido o ambiente das estufas de vidro é a restrição das perdas convectivas quando o ar é aquecido pelo contato com solo que por sua vez é aquecido pela radiação solar. No entanto, o chamado «efeito de estufa» na atmosfera não tem que ver com a supressão da convecção. A atmosfera facilita a convecção e não armazena calor: absorve alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radia por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30ºC mais quente do que estaria sem a presença da atmosfera.

Toda a absorção da radiação terrestre acontecerá próximo à superfície, isto é, nas partes inferiores da atmosfera, onde ela é mais densa, pois em maiores altitudes a densidade da atmosfera é baixa demais para ter um papel importante como absorvedor de radiação (exceto pelo caso do ozônio). O vapor d'água, que é o mais poderoso dos gases estufa, está presente nas partes inferiores da atmosfera, e desta forma a maior parte da absorção da radiação se dará na sua base. O aumento dos gases estufa na atmosfera, mantida a quantidade de radiação solar que entra no planeta, fará com que a temperatura aumente nas suas partes mais baixas. O resultado deste processo é o aumento da radiação infravermelha da base da atmosfera, tanto para cima como para baixo. Como a parte inferior (maior quantidade de matéria) aumenta mais de temperatura que o topo, a manutenção do balanço energético (o que entra deve ser igual ao que sai) dá-se pela redistribuição de temperaturas da atmosfera terrestre. Os níveis inferiores ficam mais quentes e os superiores mais frios. A irradiação para o espaço exterior se dará em níveis mais altos com uma temperatura equivalente a de um corpo negro irradiante, necessária para manter o balanço energético em equilíbrio. Para maiores detalhes dos mecanismos do aquecimento da atmosfera inferior da Terra pelo aumento dos gases estufa indicam-se as seguintes publicações: Global Warming - The Complete Briefing de John Houghton - terceira edição - 2004 - Cambridge e Climate Change de W. J. Burroughs de 2002, também da Cambridge University Press. As avaliações do IPCC são os mais completos resumos do estado da arte nas previsões do futuro do planeta, considerando vários cenários possíveis.

As causas do aumento das emissões dos gases estufa

A fossilização de restos orgânicos (vegetais e animais) ocorreu ao longo da história da Terra, mas a grande quantidade preservada por fossilização ocorreu a partir do início do período Carbonífero, entre 350 e 290 milhões de anos antes do presente, em uma forma mais ou menos pura de carbono, isenta de agentes oxidantes. Este material está preservado sob a forma de carvão mineral. A partir de cerca de 200 milhões de anos começou a preservar-se o petróleo e o gás natural; estes materiais são compostos de carbono e hidrogênio. Resumindo, o carbono e o hidrogênio, combustíveis, são isolados do meio oxidante, preservando a sua potencialidade de queimar em contato com o oxigênio, produzindo vários gases estufa, sendo o gás carbônico e o metano os mais importantes.

Tanto o carvão mineral quanto o petróleo e o gás natural são chamados, no jargão dos engenheiros e ambientalistas, de fontes não renováveis de energia. A energia produzida por geradores eólicos, células solares, biomassa, hidroelétricas etc. são consideradas fontes renováveis.

A Revolução Industrial, iniciada na Europa no século XVIII, provocou a exumação do carvão enterrado há milhões de anos, em proporções gigantescas, com o objetivo de girar as máquinas a vapor recém inventadas. A produção de carvão mineral ainda é muito grande. Para se ter uma idéia do volume de carvão que necessita ser minerado no mundo, basta dizer que 52% de toda a energia elétrica consumida nos Estados Unidos são provenientes da queima de carvão mineral. Proporções semelhantes ou ainda maiores são utilizadas na China, Rússia e Alemanha. Considerando o consumo atual e futuro de calcula-se que ainda exista carvão para mais 400 anos. A alguns consola saber que a idade da pedra não acabou por falta de pedras.

Com o advento da produção em escala industrial dos automóveis, no início do século XX, iniciou-se a produção e o consumo em massa do petróleo e, de utilização mais recente, o gás natural na produção da energia elétrica, aquecimento doméstico e industrial e no uso automotivo.

O processo da queima de combustíveis fósseis, além de criar as condições para a melhoria da qualidade de vida da humanidade, produz como resíduo inevitável o gás carbônico e outras substância químicas, também muito poluidoras.

Os gases produzidos pela queima de combustíveis fósseis seguem vários caminhos: parte é absorvida pelos oceanos e entra na composição dos carbonatos que constituem as carapaças de muitos organismos marinhos ou é simplesmente dissolvida na água oceânica e finalmente depositada no assoalho oceânico como carbonatos. À medida que estes animais vão morrendo, depositam-se no fundo do mar, retirando o carbono, por longo tempo, do ciclo geoquímico. Outra parte é absorvida pelas plantas que fazem a fotossíntese, tanto marinhas (algas e bactérias) como pelas pelas florestas, reiniciando o ciclo de concentração e fossilização dos compostos carbonosos, se as condições ambientais locais assim o permitirem. O que interessa aqui, no entanto, é que uma parte importante do gás carbônico concentra-se na atmosfera.

A maior parte do aumento do gás carbônico ocorreu nos últimos 100 anos, com crescimento mais acentuado a partir de 1950. As melhores previsões para os próximos 100 anos (isto é, para o ano de 2100) estão sendo relizadas pelos pesquisadores do IPCC, patrocinado pela ONU.

No melhor dos cenários, a emissão anual de CO2 no ano de 2100 será de cinco teratoneladas (1012 toneladas) de carbono, com uma concentração de 500 ppmpv (partes por milhão por volume) de CO2, um aumento de temperatura de cerca de 1,5ºC e um aumento do nível médio dos mares de 0,1 m.

Nos piores cenários (os negócios mantidos como são nos dias de hoje), a emissão anual de CO2 em 2100 será de 30 Gton, a concentração de CO2 atingirá 900 ppmpv, a temperatura média da terra estará entre 4,5ºC e 6,0ºC mais elevada e o nível médio dos mares terá subido 0,9 metros A temperatura aumentou em média 0,7° C nos últimos 140 anos, e pode aumentar mais 5 até 2100."A emissão exagerada de gases causadores do efeito estufa está provocando mudanças climáticas. A dificuldade é separar o joio do trigo ", explica Gilvan Sampaio . Existem ciclos naturais de mudanças de temperatura na Terra e é difícil entender quanto desse aumento foi natural e quanto foi consequência de ações humanas .Com o objetivo de diminuir as emissões de gases de efeito estufa, o Protocolo de Kyoto,assinado por 84 países, determina uma redução de, em média, 5,2%. O debate em torno do protocolo evidenciou as diferenças políticas entre Europa e Estados Unidos, que mesmo sendo o maior poluidor do planeta não entrou no acordo."Os europeus vêm sofrendo há décadas com as consequências da poluição, como as chuvas ácidas, e com episódios climáticos atípicos,como grandes enchentes. Os países da Europa vêm desnvolvendo alternativas não-poluentes como energia eólica,que já configuram parte importante da matriz energética de alguns deles" ,diz o geólogo Alex Peloggia, especialista em política internacional.

História do desenvolvimento da teoria do efeito estufa

Depois disso, deve-se comentar um pouco da história do descobrimento do "efeito estufa" e seus desdobramentos científicos e políticos ao longo do tempo.

Jean-Baptiste Fourier, um famoso matemático e físico francês do século XIX, foi o primeiro a formalizar uma teoria sobre o efeito dos gases estufa, em 1827. Ele mostrou que o efeito de aquecimento do ar dentro das estufas de vidro, utilizadas para manter plantas de climas mais quentes no clima mais frio da Europa, se repetiria na atmosfera terrestre. Em 1860, o cientista britânico John Tyndall mediu a absorção de calor pelo gás carbônico e pelo vapor d' água. Ele foi o primeiro a introduzir a idéia que as grandes variações na temperatura média da Terra que produziriam épocas extremamente frias, como as chamadas "idades do gelo" ou muito quentes (como a que ocorreu na época da transição do Cretáceo para o Terciário), poderiam ser devidas às variações da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.

No seguimento das pesquisas sobre o efeito estufa, o cientista sueco Svante Arrhenius, em 1896, calculou que a duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera aumentaria a sua temperatura de 5º C a 6ºC. Este número está bastante próximo do que está sendo calculado com os recursos científicos atuais. Os relatórios de avaliação do IPCC de 2001 situam estes números entre 1,5ºC - melhor dos cenários e 4,5ºC - no pior, com uma concentração de cerca de 900 ppm de CO2 na atmosfera no ano de 2100). O passo seguinte na pesquisa foi dado por G. S. Callendar, na Inglaterra. Este pesquisador calculou o aquecimento devido ao aumento da concentração de CO2 pela queima de combustíveis fósseis. Pesquisadores estadunidenses, no final da década de 1950 (séc. XX) observaram que, com o aumento de CO2 na atmosfera, os seres humanos estavam conduzindo um enorme (e perigoso) experimento geofísico.

A medição de variação do CO2 na atmosfera iniciou-se no final da década de 50 no observatório de Mauna Kea no Havaí.

Cabe comentar aqui que o efeito estufa não é um mal em si, pelo contrário, a humanidade, e a maioria dos seres vivos hoje existentes simplesmente não existiriam sem este fenômeno, pois a Terra teria uma temperatura média de cerca de 6ºC negativos. Seria pois um congelador de grandes proporções. O problema é o agravamento do efeito estufa.

Neutralize seu Carbono para Salvar o que Resta da Mata Atlântica.

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.

Faça sua parte!



A destruição do que resta da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica é intensa. Isso agrava muito o problema do aquecimento global, além causar a morte de milhares de animais silvestres.


Salvar o que resta de nossas florestas é a maneira mais inteligente e eficaz de ajudar a combater o aquecimento global, ou seja, reduzir o efeito estufa, e garantir o direito a vida de milhares de animais que fazem parte da nossa biodiversidade. Você pode ajudar a manter a perpetuação da grande diversidade de vida no Planeta contribuindo para salvar da destruição as últimas áreas de matas preservadas.
Desmatamento no entorno da RPPN Corredeiras do rio Itajaí. Comprar estas áreas
e transformá-las em RPPN garante a preservação. É a forma mais eficaz de evitar
o agravamento do problema do aquecimento global.


Faça sua parte! Garanta o direito à perpetuação da vida e neutralize seu carbono contribuindo para a aquisição de áreas preservadas de Mata Atlântica, repletas de formas de vida, que precisam continuar sua jornada neste planeta. 


 Floresta com árvores centenárias, repleta de formas de vida, que você pode ajudar a salvar.












POR QUE É TÃO URGENTE E NECESSÁRIO SALVAR O QUE RESTA DA MATA ATLÂNTICA?


Temos que empreender todo o esforço para salvar o que sobrou da Mata Atlântica.
Foto: RPPN Corredeiras do rio Itajaí, Itaiópolis (SC).

As florestas preservadas, com suas gigantescas árvores centenárias, armazenam uma grande quantidade de carbono, mas ao serem destruídas pelo fogo, em questão de minutos os gases do efeito estufa são liberados para a atmosfera, agravando, e muito, o problema do aquecimento global.
Figueira centenária: toneladas de carbono armazenadas em sua estrutura.


O plantio de árvores não resolve porque as árvores que vingarem levarão mais 150 anos para reabsorverem o gás carbônico* liberado instantaneamente pela destruição das florestas. Então, será tarde demais. Salvar o que resta é mais URGENTE.


Portanto, temos que impedir uma catástrofe maior, salvando as árvores centenárias, ou seja, impedir que desmatem as últimas áreas de nossas florestas, que abrigam toda a biodiversidade.


Araucária gigante da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC), com toneladas de carbono armazenadas durante mais de 500 anos.


O plantio de árvores também não ressuscita milhares de animais silvestres que morrem com a destruição das florestas preservadas. Esta perda é para sempre.

Recuperar áreas degradas é importante, mas pode esperar, pois já estão destruídas e as árvores plantadas (que vingarem) vão levar mais de um século para seqüestrar o gás carbônico. A prioridade é salvar as matas que estão em pé, onde está a biodiversidade e as áreas de mananciais.


*Quando uma árvore está em fase de crescimento ela absorve gás carbônico presente na atmosfera (pelo processo de fotossíntese) para formar seu corpo e, assim, reduz a concentração desse gás que provoca o efeito estufa.

O que Provoca um DESMAIO ?

POSTAGEM. Berto. Robersonn Jhones, NOGUEIRA.